
Em operação desencadeada nesta terça-feira (06) pela Corregedoria-Geral da Polícia Militar do Paraná, com apoio do Grupo de Atuação e Combate ao Crime Organizado (Gaeco), do Ministério Público e do Juizado de Colombo, foram cumpridos 28 mandados judiciais em Curitiba e Região Metropolitana. A operação foi nominada de Dimitrius. Foram 16 mandados de busca e apreensão, dez de prisão e duas conduções coercitivas.
A ação, que ocorreu desde as primeiras horas do dia, visou desmantelar uma organização criminosa suspeita de envolvimento em roubos a residências de luxo e cargas, receptação e homicídios qualificados no Paraná e em Santa Catarina. Dois policiais militares e outras seis pessoas, sendo uma mulher, foram encaminhados ao Gaeco. Um dos mandados de prisão foi cumprido em Santa Catarina.
COMPROMISSO SOCIAL
“A própria corporação lança mão de todos os recursos disponíveis para sanear os seus quadros, buscando o absoluto respeito aos ditames constitucionais, humanitários e de compromisso social com o povo paranaense”, disse o comandante-geral da PM, coronel Maurício Tortato.
A investigação da Corregedoria-Geral da PM iniciou-se há três meses com o levantamento de informações sobre a atuação dos envolvidos em crimes. Em março deste ano, a denúncia feita por uma das vítimas do grupo alavancou os trabalhos e auxiliou na identificação dos possíveis integrantes da organização.
Após a compilação dos documentos necessários e para que fosse possível deflagrar a operação, a Corregedoria da PM solicitou, ao Poder Judiciário, a emissão dos mandados judiciais e foi atendida prontamente.
ROUBOS E FURTOS
Segundo informações da Corregedoria, o grupo atuava em Curitiba e Santa Catarina, com roubos e furtos a residências, empresas e cargas de alto valor e praticava receptação de materiais. Além disso, há a suspeita de envolvimento da organização no roubo a um carro forte na Rodovia do Xisto no fim de maio deste ano, na cidade de Contenda.
DIMITRIUS
O nome da operação foi inspirado no modus operandi do Navio Dimitrius que atuava no transporte de materiais ilícitos entre a Turquia e Itália (assemelhando-se à atividade do grupo entre Paraná e Santa Catarina) e tinha o envolvimento de autoridades portuárias das nações em questão.
Fonte: AEN


