sábado, 19 setembro 2026
UMUARAMA/PR

Dono de hamburgueria do Ecoville é preso por manter fábrica de ‘maconha gourmet’

Dono de hamburgueria do Ecoville é preso por manter fábrica de ‘maconha gourmet’

A linha de produção da droga é em um imóvel no bairro Santa Felicidade, em Curitiba

O dono de uma hamburgueria do Ecoville, em Curitiba, foi preso em um imóvel, no bairro Santa Felicidade, onde mantinha uma fábrica de skank (também conhecida como supermaconha ou skunk), na manhã desta quarta-feira (2). A droga é uma variedade da espécie Cannabis sativa e o efeito é considerado mais potente que da maconha.

Uma equipe do Centro de Operações Policiais Especiais (Cope) chegou até o local por meio de uma denúncia anônima. Após investigações, a polícia civil confirmou que o imóvel funcionava como um laboratório, com grande produção do entorpecente.

“Identificamos a pessoa responsável pelo local. Descobrimos que esse rapaz é proprietário da fábrica de maconha e de uma hamburgueria na cidade. Está sendo cumprido mandado de busca e apreensão na casa dele e ele recebeu voz de prisão”, afirma o delegado Rodrigo Brown, do Cope.

De acordo com o delegado, foi apreendida uma grande quantidade de skank, em vários estágios da produção, desde pés de Cannabis ativa até a droga pronta para a venda, e equipamentos.

Ao chegar ao local, os policiais civis se depararam com uma grande estrutura de produção e manutenção do entorpecente, relata o delegado.

“Ar condicionado, estufa, termômetros, insumos orgânicos, tudo para que a planta recebesse as condições ideais, de luminosidade e umidade, para que crescesse rápido e de maneira potente, para caracterizar essa ‘maconha gourmet’ que o pessoal de classe média, classe média alta costuma consumir e gastar muito dinheiro com isso”, disse Brown.

A droga vale muito, afirma o delegado, por isso eles investem bastante. “A coisa anda praticamente sozinha, 24 horas funcionando, com timer. O fazendeiro vem, maneja os pés de maconha”, conta.

O delegado explica que o skank é dez vezes mais forte que a maconha apreendida regularmente pela polícia e, consequentemente, mais cara. “Varia de R$ 70 a R$ 80. O quilo vale mais que R$ 60 mil no mercado.”

O responsável pela droga foi levado ao Cope para ser autuado em flagrante por tráfico de drogas e está à disposição da justiça. A polícia civil vai investigar se ele usava a hamburgueria para comercialização do produto.



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