O Ministério Público do Paraná, por meio do núcleo de Foz do Iguaçu do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), em ação conjunta com o Grupo Especial de Investigações Sensíveis da Polícia Federal de Cascavel, deflagrou nesta terça-feira (1º) a Operação Flaunting, que resultou na prisão preventiva de um homem apontado como integrante da facção criminosa Primeiro Comando da Capital (PCC).
Além da prisão, a operação também determinou o bloqueio de R$ 10 milhões em contas bancárias ligadas aos investigados, o sequestro de imóveis de alto padrão avaliados em cerca de R$ 7 milhões, situados em Foz do Iguaçu, Cascavel e Balneário Camboriú (SC), e a apreensão de três veículos de luxo, com valor total superior a R$ 1 milhão.
As investigações indicam que familiares do suspeito atuavam como “laranjas” para ocultar patrimônio oriundo do tráfico de drogas e da lavagem de dinheiro. Foram cumpridos quatro mandados de busca e apreensão nas três cidades mencionadas, com o objetivo de recolher celulares, documentos, equipamentos eletrônicos, dinheiro em espécie e outros materiais que contribuam com o inquérito.
Histórico do investigado
O principal alvo da operação possui uma condenação definitiva de 20 anos e 2 meses de prisão por tráfico de drogas, associação criminosa e lavagem de dinheiro, conforme decisão da 2ª Vara Criminal de Maringá. Ele ainda responde a outro processo na 1ª Vara Criminal de Foz do Iguaçu por crimes semelhantes, incluindo posse ilegal de arma de fogo e munições.
Em março de 2017, o investigado foi preso no Paraguai com documentos falsos, armas, dois veículos e mais de US$ 60 mil em espécie. Após sua extradição, foi transferido da Penitenciária Estadual de Foz do Iguaçu para a Penitenciária Federal de Mossoró (RN), por conta da sua periculosidade, sendo libertado apenas em janeiro de 2022.
“Flaunting”: o nome da ostentação
O nome da operação, “Flaunting”, vem do inglês e significa ostentar, refletindo o comportamento do suspeito, que mantinha uma vida de luxo, com imóveis caros, veículos de alto valor e movimentações financeiras elevadas, mesmo com um extenso histórico criminal.
Canal de denúncias
O MPPR reforça que denúncias sobre atuação de facções criminosas podem ser feitas de forma anônima por meio do telefone (45) 3308-1344 ou pelo e-mail gaeco.foz@mppr.mp.br. A colaboração da sociedade é fundamental para o combate ao crime organizado.



