Na manhã de hoje (terça-feira, 15), a Polícia Federal deflagrou a Operação Pseudônimo, com o objetivo de desarticular uma organização criminosa especializada em fraudar o saque do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS). A operação, que envolveu agentes das cidades de Goiânia/GO e Americana/SP, cumpriu sete mandados de busca e apreensão, além de ordens de sequestro de bens e valores dos suspeitos.
Primeira prisão
A investigação teve início em 2023, quando um homem foi preso em flagrante em Maringá, no Paraná, tentando sacar recursos do FGTS de outra pessoa utilizando um documento de identidade falso. A prisão desencadeou apurações mais profundas, com o apoio da Caixa Econômica Federal, que revelaram a existência de um esquema sofisticado de fraudes.
Esquema
De acordo com as investigações, os criminosos, em sua maioria hackers, obtinham dados pessoais e bancários de contas do FGTS. A partir desses dados, habilitavam o chamado “saque-aniversário” nos aplicativos oficiais da Caixa e, com documentos falsificados, realizavam os saques presenciais. O esquema teria movimentado grandes quantias de dinheiro de forma ilícita.
A PF está atualmente analisando o material apreendido durante a operação, que inclui dispositivos eletrônicos, documentos e outros itens relacionados à fraude. A investigação ainda está em andamento, e os envolvidos poderão responder pelos crimes de organização criminosa, estelionato e lavagem de dinheiro, com penas que podem chegar a várias décadas de prisão.
A ação da Polícia Federal é mais uma etapa do combate às fraudes no sistema de benefícios sociais, e reforça o compromisso da instituição com a proteção dos recursos públicos e a integridade dos programas de assistência à população. A PF também alertou a população sobre a importância de manter os dados pessoais protegidos e de denunciar atividades suspeitas.


