terça-feira, 15 setembro 2026
UMUARAMA/PR

Diretor da Câmara de Quedas do Iguaçu é alvo de operação do Gaeco por suspeita de desvio de combustíveis

Diretor da Câmara de Quedas do Iguaçu é alvo de operação do Gaeco por suspeita de desvio de combustíveis

Durante cumprimento de mandado, foram apreendidos R$ 35 mil em espécie e munição irregular; servidor foi afastado do cargo por decisão judicial

O Ministério Público do Paraná, por meio do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) de Francisco Beltrão, deflagrou hoje (sexta-feira, 22) a segunda fase da Operação Tanque Cheio, que investiga desvios e superfaturamento na compra de combustíveis pela Câmara Municipal de Quedas do Iguaçu, na região Centro-Sul do Estado.

Nesta etapa da operação, foi cumprido um mandado de busca e apreensão na residência do diretor da Câmara Municipal, que é apontado como figura central no suposto esquema. Durante a ação, os agentes apreenderam R$ 35 mil em dinheiro vivo, um aparelho celular e uma munição irregular. O material foi recolhido e será analisado pericialmente, junto com os documentos e equipamentos já obtidos na primeira fase da investigação.

Além da busca, a Justiça determinou o afastamento cautelar do servidor de suas funções, com o objetivo de impedir que ele continue utilizando o cargo público para práticas ilícitas, como explica no vídeo abaixo o Promotor de Justiça Tiago Vacari.

As suspeitas surgiram após uma denúncia anônima recebida pelo MP em abril de 2023, que apontava indícios de superfaturamento nas notas fiscais de combustível adquiridas pela Câmara. A apuração revelou ainda que o consumo declarado não condizia com a frota real e com as necessidades operacionais do Legislativo municipal.

Segundo o Gaeco, o diretor investigado gerenciava a distribuição de combustível não apenas entre os veículos da Câmara, mas também para pessoas que não fazem parte do quadro legislativo, o que caracteriza desvio de finalidade e possível uso de recursos públicos para fins particulares.

Tanque cheio 3

Na primeira fase da operação, realizada em 13 de agosto, sete mandados de busca e apreensão foram cumpridos. Os indícios reunidos até o momento reforçaram a suspeita de má gestão dos recursos públicos, especialmente relacionados ao abastecimento da frota oficial.

A Operação Tanque Cheio segue em andamento, e o Ministério Público continuará apurando a extensão do esquema e a eventual participação de outros agentes públicos ou terceiros beneficiados.



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