domingo, 8 fevereiro 2026
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De estudante de veterinária a ‘Bela do Crime’: a vida de luxo da jovem paranaense bancada pelo PCC; veja fotos

De estudante de veterinária a ‘Bela do Crime’: a vida de luxo da jovem paranaense bancada pelo PCC; veja fotos

Apontada como braço financeiro do PCC no Paraná, Beatriz foi presa em um apartamento de luxo no RJ, após seis meses foragida.

A imagem que Beatriz Leão Montibeller Borges, de 24 anos, mostrava nas redes sociais era de uma jovem comum: rotina de academia, faculdade de veterinária, viagens e dancinhas no TikTok. Mas, segundo a Polícia Civil, por trás da vida aparentemente normal, a estudante ostentava uma rotina de luxo bancada pelo crime organizado.

Apontada como braço financeiro de uma célula criminosa ligada ao PCC no Paraná, Beatriz, que era conhecida como a ‘Bela do Crime’, foi presa em um apartamento de luxo em Jacarepaguá, no Rio de Janeiro, após seis meses foragida.

Segundo as investigações, Beatriz era mais do que apenas uma namorada de um dos líderes do grupo: ela era quem controlava a engrenagem financeira da facção, como detalhou o delegado Thiago Andrade ao repórter Tiago Silva, da Ric RECORD.

“Ela que fazia organização financeira. Ela tinha um envolvimento com um dos líderes do PCC, no Paraná, e esse indivíduo, então, acabava bancando ali a vida luxuosa que ela tinha nas redes sociais. Academia, faculdade e viagens. Ela acabou se envolvendo na prática criminosa e ficava responsável por fazer a parte financeira, o que poderia ser comprado, o que não poderia, ela dava dicas e geria a parte financeira”, disse o delegado Thiago Andrade, responsável pela investigação.

 

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Foto: Reprodução/TikTok

Em março deste ano, quando a operação da Polícia Civil deflagrou 13 mandados de prisão preventiva e 22 de busca e apreensão, Beatriz escapou. Desde então, era considerada foragida. Em sua casa, os policiais encontraram uma pistola 9 milímetros — arma de uso restrito das forças de segurança.

“Nós levantamos diversos endereços dela aqui no Paraná, e todos esses endereços, ela acabou saindo, acabou fugindo. Recentemente, agora, tivemos uma informação que estaria no estado do Rio de Janeiro, e o grupo Tigre aqui do Paraná acabou entrando em contato com a Delegacia de Homicídios lá do Rio de Janeiro e lá então conseguiram fazer a prisão”, comentou o delegado.

Além de cuidar das contas do crime, Beatriz teria usado sua boa aparência e influência digital para se infiltrar ainda mais no esquema. No Instagram, acumulava cerca de 15 mil seguidores, exibindo uma vida de glamour. No TikTok, postava vídeos dançando, recebendo elogios e curtidas.

“A gente percebeu que ela usava dessa influência dela para mobilizar pessoas e captar pessoas para o tráfico também. Ela tinha uma rede social, de aproximadamente 15 mil seguidores, com uma boa aparência e utilizava disso então para captar e conseguir se infiltrar na organização”, afirmou Andrade.

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Transferência Agora presa, Beatriz deve ser transferida para o Paraná, onde responderá por tráfico de drogas e organização criminosa. As investigações apontam que o grupo, mesmo com líderes presos, mantinha o controle do tráfico em cidades como Curitiba, Pinhais, Piraquara, Matinhos e Foz do Iguaçu.

Para o delegado, a prisão da jovem representa um duro golpe na facção. A polícia encara a prisão dela como uma possibilidade de avanço nas investigações. “Ela está sendo investigada pelo crime de tráfico de drogas e organização criminosa, uma vez que há diversos elementos de informação que colocam ela dentro dessa célula da criminalidade” concluiu o delegado Thiago Andrade.

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Foragidos Além de Beatriz, que agora já está presa, a polícia também procura por Tales Alves Ventura, Diego Rodrigues dos Santos e Larissa Arruda Lima da Silva Ferrari. Todos estão foragidos pelos mesmos crimes que a líder financeira do grupo. A Polícia Civil está mapeando quais são os veículos e os bens adquiridos pelo grupo, para que possa pedir o bloqueio e o sequestro desses bens. Denúncias sobre os foragidos podem ser feitas pelos números 197, 181 ou (41) 99219-5794.

 

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