segunda-feira, 21 setembro 2026
UMUARAMA/PR

Operação Fratura Exposta visa ortopedista que delegava a residentes cirurgias pagas pelo SUS para atender pacientes particulares em Umuarama

Operação Fratura Exposta visa ortopedista que delegava a residentes cirurgias pagas pelo SUS para atender pacientes particulares em Umuarama

Gaeco desenvolveu ação, cumprindo mandados judiciais apreendendo documentações e afastando o médico de suas funções públicas pelo SUS

O Ministério Público do Paraná, por meio do Núcleo de Umuarama do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), cumpriu, na manhã de hoje (quarta-feira, 10), três mandados de busca e apreensão, além de ordens judiciais de afastamento de função pública.

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As medidas foram cumpridas no âmbito da Operação Fratura Exposta, que apura possíveis crimes praticados por um médico ortopedista, consistentes em delegar a médicos residentes a realização de cirurgias pagas pelo Sistema Único de Saúde (SUS), de modo que ficasse liberado para atender pacientes particulares em seu consultório.

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Os mandados, expedidos pela 2ª Vara Criminal de Umuarama, no Noroeste do estado, foram cumpridos na residência do médico, em um hospital e em uma clínica particular da cidade. Nos três locais, foram apreendidos celulares e materiais diversos, que serão periciados e poderão servir como elementos de prova.

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As condutas do ortopedista, caso comprovadas ao final do processo, configuram crime, visto que ele era remunerado pelo SUS para realizar procedimentos cirúrgicos, mas não os realizava, a fim de atender pacientes particulares. Com isso, também eram prejudicados os pacientes que eram atendidos apenas por médicos em formação, sem a supervisão presencial de um especialista — o que é uma exigência do programa de residência.

O promotor de Justiça Guilherme Franchi da Silva explica em detalhes como foi desenvolvida a ação nesta manhã:

“Vale ressaltar que os residentes utilizados pelo ortopedista recebem apenas a bolsa-auxílio regular, não tendo pagamentos adicionais pelos procedimentos realizados. A prática ainda acaba por prejudicar a formação desses médicos residentes, que não tinham a orientação necessária durante os procedimentos e ficavam expostos a comportamentos, em tese, antiéticos e criminosos”, ressalta o Promotor.

Norospar

Em nota, a Associação Beneficente de Saúde do Noroeste do Paraná – NOROSPAR   informa: “Nesta data, a instituição tomou conhecimento de operação realizada pelo Ministério Público em instituições de saúde de Umuarama. Essa investigação, pelo que foi informado, diz respeito exclusivamente à atuação de um profissional médico que realiza procedimentos na instituição, não havendo qualquer relação direta com o Hospital Norospar ou sua administração. Reforçamos nosso compromisso com a transparência, a ética e o respeito às normas legais, permanecendo à disposição das autoridades para eventuais esclarecimentos”.



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