quarta-feira, 23 setembro 2026
UMUARAMA/PR

Mãe que matou próprio filho recém-nascido é indiciada pela Polícia Civil

Mãe que matou próprio filho recém-nascido é indiciada pela Polícia Civil

“O laudo necroscópico apontou que o recém-nascido nasceu com vida e morreu em decorrência de traumatismo craniano causado por objeto perfurocontundente, compatível com uma tesoura. A perícia identificou múltiplas perfurações pelo corpo da vítima”, explica o delegado da PCPR Luiz Timossi.

PorPCPR

A Polícia Civil do Paraná (PCPR) concluiu nesta terça-feira (16) o inquérito que apurava o homicídio do recém-nascido Gustavo Moreira, morto pela própria mãe logo após o parto, em 19 de agosto deste ano, no município de Ponta Grossa, nos Campos Gerais.

O caso teve início quando uma jovem, de 19 anos, procurou atendimento médico alegando crise de hemorroidas. Durante a avaliação, a equipe médica constatou sinais de parto recente.

Questionada, a mulher afirmou que o bebê teria nascido sem vida. No entanto, as investigações da PCPR comprovaram que a criança nasceu com vida e foi morta em seguida.

Conforme apurado, a suspeita afirmou que não desejava a criança porque o possível pai se negava a assumir a paternidade. Três homens foram identificados como potenciais genitores e forneceram material genético para exame de DNA.

“O laudo necroscópico apontou que o recém-nascido nasceu com vida e morreu em decorrência de traumatismo craniano causado por objeto perfurocontundente, compatível com uma tesoura. A perícia identificou múltiplas perfurações pelo corpo da vítima”, explica o delegado da PCPR Luiz Timossi.

Durante o inquérito, a mulher confessou o crime. Ela foi indiciada por homicídio qualificado por motivo torpe, meio cruel, impossibilidade de defesa da vítima, praticado contra menor de 14 anos e contra o próprio filho, além de ocultação de cadáver.

As investigações também demonstraram que ela tinha conhecimento prévio da gravidez, tentou realizar aborto por métodos clandestinos e ocultou a gestação de familiares e conhecidos. Segundo a apuração, ela agiu com dolo e premeditação.

O inquérito foi encaminhado ao Poder Judiciário para análise do Ministério Público. A pena pelos crimes pode chegar a 50 anos de prisão.



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