sábado, 16 maio 2026
UMUARAMA/PR

Gaeco deflagra Operação Dalila contra venda de cosméticos falsificados em Londrina

Gaeco deflagra Operação Dalila contra venda de cosméticos falsificados em Londrina

Mandados de busca foram cumpridos em endereços ligados ao grupo investigado por comercializar produtos falsos; laudos confirmam fraudes e riscos à saúde

O Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) de Londrina deflagrou na manhã de hoje (quinta-feira, 2) a Operação Dalila, com o objetivo de combater a falsificação e comercialização ilegal de cosméticos na cidade. A ação é resultado de uma investigação que apura a atuação de um grupo suspeito de produzir e vender produtos contrafeitos em plataformas digitais e, possivelmente, também em loja física.

Foram cumpridos quatro mandados de busca e apreensão expedidos pela 5ª Vara Criminal de Londrina, em endereços residenciais e comerciais vinculados ao grupo investigado. Os alvos da operação tiveram equipamentos eletrônicos, documentos, embalagens, produtos e insumos apreendidos, que poderão ser utilizados como provas da prática criminosa. O Judiciário também autorizou a quebra do sigilo de dados dos dispositivos eletrônicos recolhidos.

A investigação foi iniciada após denúncia de uma multinacional francesa do setor de cosméticos, que identificou a venda de versões falsificadas de seus produtos em plataformas de e-commerce. Conforme o inquérito, os investigados mantinham em depósito e vendiam cosméticos falsificados, violando normas sanitárias e colocando em risco a saúde dos consumidores.

Laudos técnicos realizados durante a investigação constataram divergências nos rótulos, odor e aparência dos produtos apreendidos, além de ausência de conservantes e pH fora dos padrões, características que confirmam a falsificação. Também há registros de reclamações públicas de consumidores, que relataram ter recebido produtos falsos.

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Os crimes sob apuração incluem:

Falsificação de produtos destinados a fins terapêuticos ou medicinais, como cosméticos (Art. 273 do Código Penal);

Associação criminosa (Art. 288 do Código Penal);

Crimes contra a propriedade industrial (Lei nº 9.279/96);

Infrações contra as relações de consumo (Lei nº 8.078/90 – Código de Defesa do Consumidor).

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A Operação Dalila segue em curso, e o material recolhido será fundamental para identificar a autoria, a cadeia criminosa completa e os riscos causados à saúde pública. O Gaeco destaca que a comercialização de produtos falsificados, além de crime, representa uma grave ameaça à segurança dos consumidores, uma vez que tais itens não seguem os critérios mínimos de segurança e qualidade exigidos pela legislação.

A operação reforça a atuação integrada do Ministério Público do Paraná no combate ao crime organizado e à proteção dos direitos do consumidor.

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