O Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) de Londrina deflagrou na manhã de hoje (quinta-feira, 2) a Operação Dalila, com o objetivo de combater a falsificação e comercialização ilegal de cosméticos na cidade. A ação é resultado de uma investigação que apura a atuação de um grupo suspeito de produzir e vender produtos contrafeitos em plataformas digitais e, possivelmente, também em loja física.
Foram cumpridos quatro mandados de busca e apreensão expedidos pela 5ª Vara Criminal de Londrina, em endereços residenciais e comerciais vinculados ao grupo investigado. Os alvos da operação tiveram equipamentos eletrônicos, documentos, embalagens, produtos e insumos apreendidos, que poderão ser utilizados como provas da prática criminosa. O Judiciário também autorizou a quebra do sigilo de dados dos dispositivos eletrônicos recolhidos.
A investigação foi iniciada após denúncia de uma multinacional francesa do setor de cosméticos, que identificou a venda de versões falsificadas de seus produtos em plataformas de e-commerce. Conforme o inquérito, os investigados mantinham em depósito e vendiam cosméticos falsificados, violando normas sanitárias e colocando em risco a saúde dos consumidores.
Laudos técnicos realizados durante a investigação constataram divergências nos rótulos, odor e aparência dos produtos apreendidos, além de ausência de conservantes e pH fora dos padrões, características que confirmam a falsificação. Também há registros de reclamações públicas de consumidores, que relataram ter recebido produtos falsos.

Os crimes sob apuração incluem:
Falsificação de produtos destinados a fins terapêuticos ou medicinais, como cosméticos (Art. 273 do Código Penal);
Associação criminosa (Art. 288 do Código Penal);
Crimes contra a propriedade industrial (Lei nº 9.279/96);
Infrações contra as relações de consumo (Lei nº 8.078/90 – Código de Defesa do Consumidor).

A Operação Dalila segue em curso, e o material recolhido será fundamental para identificar a autoria, a cadeia criminosa completa e os riscos causados à saúde pública. O Gaeco destaca que a comercialização de produtos falsificados, além de crime, representa uma grave ameaça à segurança dos consumidores, uma vez que tais itens não seguem os critérios mínimos de segurança e qualidade exigidos pela legislação.
A operação reforça a atuação integrada do Ministério Público do Paraná no combate ao crime organizado e à proteção dos direitos do consumidor.


