A Polícia Civil, por meio da Delegacia de Iporã, informou que concluiu o inquérito que investigava a morte de Danilo Roger Bido Ferreira, de 32 anos. O órgão indiciou Diego Augusto de Lima Santos, de 23 anos que, durante as investigações, declarou ser “serial killer” – pela prática de homicídio qualificado, com quatro qualificadoras, além de fraude processual.
O crime ocorreu na madrugada de 31 de agosto em uma estrada rural de Iporã. Na noite anterior, Danilo estava na casa da mãe e, por volta da meia-noite, disse que iria buscar um carregador de celular na casa de uma amiga. Ele saiu de pijama e, a partir dali, não manteve mais contato.
O acusado confessou o crime:
Na manhã seguinte, um casal que passava pela estrada rural encontrou o corpo: segundo a perícia, Danilo foi morto com cerca de 18 facadas – ferimentos provocados por arma branca – e seu carro, um Ford Ka, estava próximo, com marcas de sangue. Ao ser preso preventivamente no início de novembro de 2025, o suspeito confessou o assassinato. Em depoimento, ele disse que atraiu Danilo para um local ermo sob pretexto de um encontro amoroso. Já no local, desferiu 18 golpes de faca e, após o crime, voltou a pé para casa, onde teria queimado as roupas usadas e escondido a arma sob o colchão. Segundo o delegado da 15ª Delegacia Regional de Iporã, Luã Mota, o réu demonstrou perfil “frio e calculista”, sem demonstrar arrependimento e admitiu ter cometido outros homicídios. Na conclusão do inquérito, o suspeito também foi indiciado pelos assassinatos de Gilberto de Lucca e José Antônio Rodrigues Gaia, mortes já confessadas por ele à polícia.

Com a confissão do indiciado, o primeiro suspeito preso temporariamente no curso das investigações pelo crime contra Danilo – que chegou a ser apontado como possível autor – foi liberado, já que não foram encontrados elementos que comprovassem sua participação no assassinato.
O corpo de Danilo foi submetido à perícia no Instituto Médico-Legal (IML) de Umuarama. Familiares e amigos o descrevem como uma pessoa pacífica, dedicada à mãe e sem histórico de desavenças.
Agora, com o indiciamento formal do suspeito por homicídio qualificado e fraude processual, o caso será encaminhado ao Ministério Público, que poderá oferecer denúncia. A PCPR informou que continua à disposição para esclarecimentos.
