O Núcleo de Maringá do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), do Ministério Público do Paraná, deflagrou na manhã de hoje (quarta-feira, 3) a Operação Cumpra-se, que resultou na prisão de nove indivíduos com condenações definitivas, mas que estavam em liberdade. Os alvos, foragidos da Justiça por períodos que variam de um a sete anos, haviam sido sentenciados por crimes graves, incluindo homicídios, estupros de vulneráveis e tráfico de drogas.
As ordens de prisão foram expedidas por juízos diversos e integravam procedimentos da Vara de Execuções Penais, Medidas Alternativas e Corregedoria dos Presídios da Comarca da Região Metropolitana de Maringá. Mandados de busca e apreensão também foram emitidos para auxiliar o cumprimento das prisões. A operação mobilizou equipes do Gaeco e contou com apoio da Tropa de Choque da Polícia Militar, com ações realizadas em Ponta Grossa, Mandaguaçu, Nova Esperança, São João do Caiuá, Sarandi e Maringá, nos endereços relacionados aos fugitivos.

As investigações tiveram início em junho de 2025, quando o Gaeco recebeu informações sobre a existência de mandados de prisão em aberto contra indivíduos com condenações definitivas que deveriam estar cumprindo pena. A apuração revelou que, entre os presos nesta quarta-feira, três haviam sido condenados por homicídio; duas por estupro de vulnerável; duas por tráfico e associação ao tráfico; e outras duas por tráfico de drogas.
O nome da operação, “Cumpra-se”, faz referência à determinação judicial de cumprimento imediato dos mandados que até então não haviam sido implementados. Segundo o Gaeco, a ação representa uma medida estratégica para garantir que condenados pela Justiça efetivamente cumpram suas penas, reforçando o combate à impunidade na região.

Para esclarecer detalhes sobre a operação, o coordenador do Gaeco de Maringá, promotor de Justiça Marcelo Alessandro Gobbato, recebeu a imprensa na sede do grupo, no centro de Maringá. Em razão da complexidade do caso, apenas dúvidas sobre a operação foram respondidas, sem concessão de entrevistas.

A Operação Cumpra-se evidencia a atuação contínua do Ministério Público e das forças de segurança na execução da lei, demonstrando o esforço coordenado para localizar e prender criminosos que tentam escapar da Justiça, garantindo maior segurança à população da região metropolitana de Maringá.
