domingo, 8 fevereiro 2026
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Feminicídios caem 20% no Paraná em 2025, aponta Sistema Nacional de Segurança Pública

Feminicídios caem 20% no Paraná em 2025, aponta Sistema Nacional de Segurança Pública

O Paraná registrou taxa de 0,73/100 mil habitantes em 2025, uma das menores do Brasil ao lado de SP, Amazonas, SC, RS, Minas Gerais, RJ, Ceará e Rio Grande do Norte

O número de feminicídios caiu 20,2% no Paraná em 2025, de acordo com o relatório do Sistema Nacional de Informações de Segurança Pública (Sinesp), atualizado pelo Ministério da Justiça e Segurança Pública. Foram 87 casos no ano passado, contra 109 em 2024. O Paraná registrou taxa de 0,73/100 mil habitantes em 2025, uma das menores do Brasil ao lado de São Paulo, Amazonas, Santa Catarina, Rio Grande do Sul, Minas Gerais, Rio de Janeiro, Ceará e Rio Grande do Norte.

Esse é um dos indicadores que ajudaram na queda de 24% de mortes violentas no Paraná ano passado. O Estado teve o segundo melhor resultado do Brasil nesse indicador, ao lado de Rio Grande do Sul e atrás apenas do Mato Grosso do Sul (-28%). Foram 1.343 casos em 2025, contra 1.770 em 2024. Com isso, o Estado também chegou na menor taxa de mortes violentas da história por 100 mil habitantes, com apenas 11,29/100 mil.

Alguns dos motivos passam pela expansão do programa Mulher Segura, que reforça a presença do Estado nas comunidades e o compromisso com a proteção das mulheres. Ele atua por meio de conscientização, proteção e mitigação de riscos por meio de palestras e visitas de patrulhas policiais às mulheres nas comunidades. A Patrulha Maria da Penha, da PMPR, é a responsável pelas visitas às comunidades para o contato direto com as mulheres.

O Governo do Paraná também já disponibilizou para a Justiça Estadual um projeto pioneiro de Monitoração Eletrônica Simultânea (MES) para evitar novos casos. Por meio do monitoramento em tempo real da localização da vítima e de seu agressor, as forças de segurança realizam as ações necessárias para preservar a vida da mulher e a prisão do autor da violência em caso de descumprimento da medida protetiva.

O novo sistema é capaz de monitorar simultaneamente e em tempo real a mulher que está com medida protetiva de urgência expedida pelo Poder Judiciário e o respectivo agressor. Entre os recursos do programa está a emissão de alertas rápidos para facilitar eventuais intervenções das forças de segurança, quando necessárias, aumentando a segurança das mulheres que convivem com essa situação.

A Secretaria Estadual da Segurança Pública (Sesp) também está desenvolvendo uma ferramenta tecnológica inédita no País para mapear as probabilidades de mulheres que já foram vítimas de violência doméstica voltarem a serem agredidas. O Algoritmo de Revitimização de Violência Doméstica, um levantamento de inteligência artificial que cruza dados de Boletins de Ocorrência Unificados de 2010 a 2023, subsidiará no futuro ações preventivas mais efetivas das polícias paranaenses para evitar novas agressões e salvar vidas.

Serão analisados mais de 15 milhões de informações em boletins de ocorrências e no Formulário Nacional de Avaliação de Risco (Fonar), do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), para chegar ao resultado que será apresentado em um dashboard com o mapeamento de fatores que apontam maiores probabilidades de novas agressões a mulheres.

O Estado ainda tem diversas frentes no combate à violência contra a mulher. A Secretaria da Mulher, Igualdade Racial e Pessoa Idosa (Semipi) atua tanto no enfrentamento à violência contra a mulher por meio de ações de prevenção, articulação institucional, quanto no acolhimento às vítimas, em parceria com municípios e órgãos da rede de proteção.

“Há uma articulação grande entre homens e mulheres, poder público e iniciativa privada para chegar neste resultado. Essa redução não é acaso e nem ação isolada, mas fruto de uma política pública estruturada. Com menos feminicídios e mais vidas preservadas, o Paraná prova que é possível mudar. Respeitar mulheres é dever da sociedade, do homem, e enfrentar a violência contra as mulheres é compromisso de todos nós”, afirma a secretária da Mulher, Igualdade Racial e Pessoa Idosa, Leandre Dal Ponte.

Na prevenção, a Semipi desenvolve campanhas, ações educativas e apoio ao planejamento municipal de políticas públicas, incentivando a atuação integrada dos serviços locais. A secretaria também atua na promoção do Selo ABNT Práticas Antiviolência contra as Mulheres, iniciativa voltada a orientar organizações públicas e privadas na adoção de protocolos de prevenção, acolhimento e encaminhamento de situações de violência no ambiente institucional e de trabalho.

No acolhimento, a Semipi coordena o Programa Recomeço, que reúne o Auxílio Social da Mulher Paranaense, as Casas de Acolhimento Regionalizado e ações de apoio à autonomia econômica, por meio da Casa da Mulher Paranaense e do incentivo à empregabilidade, como estratégia para o rompimento do ciclo da violência. Esse auxílio é um benefício destinado para mulheres inseridas na rede de atendimento de meio salário-mínimo, com acréscimos para gestantes, lactantes, mães de crianças de 0 a 6 anos e mulheres com dependentes com deficiência.

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