domingo, 8 fevereiro 2026
UMUARAMA/PR

Ex-professor e ex-padre é condenado a 24 anos de prisão por assédio sexual em Umuarama

Ex-professor e ex-padre é condenado a 24 anos de prisão por assédio sexual em Umuarama

Justiça confirma pena por crimes contra adolescentes em escola de Umuarama; réu está preso em São Paulo e cabe recurso

O ex-professor da rede estadual de Umuarama, Carlos Fermino de Paulo, natural de Mariluz e que também atuou como padre, foi condenado a 24 anos de prisão por assédio sexual contra alunas do Colégio Estadual Hilda Trautwein Kamal. Embora o julgamento tenha ocorrido em 5 de novembro de 2025, a sentença que confirmou a condenação foi divulgada recentemente pela Justiça. A decisão estabelece a pena privativa de liberdade em regime fechado, mas ainda cabe recurso ao Tribunal de Justiça do Paraná.

O julgamento foi conduzido pelo juiz de Direito Adriano Cezar Moreira, da 1ª Vara Criminal da Comarca de Umuarama. Carlos Fermino de Paulo acompanhou a sessão por videoconferência, já que se encontra preso no Estado de São Paulo. O caso repercutiu nacionalmente devido à gravidade dos crimes e ao fato de o réu ter exercido funções de confiança como padre antes de ingressar na carreira de professor.

O caso veio à tona em agosto de 2024, quando a mãe de uma adolescente de 14 anos procurou a imprensa para denunciar supostos abusos sofridos pela filha e outras alunas. De acordo com relatos, o professor de ensino religioso teria praticado importunação sexual e, em alguns casos, atentado violento ao pudor contra diversas estudantes. A mãe da adolescente também registrou boletim de ocorrência na Polícia Civil de Umuarama, que acionou imediatamente a Delegacia da Mulher para investigar os fatos.

Durante as investigações, outras alunas relataram ter sofrido abusos, mas não haviam denunciado anteriormente por medo ou receio de retaliação. “Uma menina me contou na hora que tudo estava acontecendo e chamou a mãe. Outras apareceram chorando, dizendo que tinham medo dele. E isso sem contar os casos dos quais nem ficamos sabendo”, disse a mãe em entrevista à época. O Núcleo Regional de Educação confirmou o afastamento imediato do professor e garantiu que todas as medidas administrativas foram adotadas para preservar a segurança dos estudantes.

Com base nas investigações, a 1ª Vara Criminal expediu mandado de prisão contra Carlos no dia 27 de novembro de 2024. Entretanto, em 4 de dezembro, a Polícia Civil informou que não havia localizado o homem, que passou a ser considerado foragido. As autoridades confirmaram que ele era suspeito de cometer crimes contra cinco alunas, com idades entre 11 e 14 anos.

O ex-professor foi finalmente preso em 15 de abril de 2025 na cidade de Salto, em São Paulo, durante fiscalização de trânsito da Guarda Municipal. Ao verificar os documentos de Carlos, os guardas identificaram o mandado de prisão em aberto e o conduziram à Delegacia de Polícia de Salto. Desde então, ele permanece recluso no sistema prisional paulista, sem informações sobre eventual transferência para o Paraná.

A condenação de Carlos Fermino de Paulo reforça a atuação da Justiça e das forças policiais na proteção de crianças e adolescentes, especialmente em casos de violência sexual dentro do ambiente escolar. As autoridades reforçam que situações semelhantes devem ser denunciadas imediatamente, garantindo a investigação e responsabilização dos envolvidos.

 

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