Uma denúncia feita por uma mãe nas redes sociais trouxe à tona uma grave situação envolvendo violência escolar em uma escola de tempo integral de Umuarama. Segundo o relato, um aluno de apenas 6 anos de idade, matriculado no primeiro ano do ensino fundamental, vem sofrendo agressões constantes desde os primeiros dias de aula, no que seria seu primeiro mês na instituição.
De acordo com as informações da mãe do garoto (que pediu para não ser identificada), os episódios de violência começaram no dia 13 deste mês e se repetiram ao longo de vários dias. As agressões teriam ocorrido de forma recorrente, envolvendo não apenas um colega, mas vários alunos, incluindo meninos e meninas.
Entre os atos relatados estão chutes, empurrões, xingamentos, mordidas, tentativas de enforcamento e até o corte da camiseta do uniforme do garoto. Em outro episódio, ele teria sido jogado na lama. Há ainda a denúncia de furto de uma garrafa térmica.

O caso se agravou quando, segundo a família, o aluno passou a receber ameaças de morte feitas por outro estudante, situação considerada extremamente grave diante da pouca idade dos envolvidos.
A mãe afirma também que procurou a escola diversas vezes desde o primeiro episódio, sempre por iniciativa própria, relatando o que o filho vinha sofrendo. Ainda assim, segundo ela, nenhuma providência efetiva teria sido tomada inicialmente.
Conforme o relato, a direção da escola não teria chamado a criança para identificar os agressores nem convocado os pais dos demais alunos nos primeiros momentos. Somente após uma ida da mãe à escola, sem agendamento prévio, e o envio de mensagens mais incisivas, a instituição teria tomado alguma atitude. Mesmo assim, a família relata que o próprio aluno agredido acabou sendo orientado a pedir desculpas a uma colega, enquanto as agressões continuaram acontecendo.

A mãe salienta que o impacto emocional e psicológico também preocupa, pois o menino apresenta sinais de sofrimento mental e já demonstra resistência em frequentar a escola, local que deveria ser um espaço de aprendizado, acolhimento e segurança.
O caso levanta questionamentos sobre protocolos de prevenção à violência, acompanhamento pedagógico e a responsabilidade das instituições de ensino diante de conflitos e agressões envolvendo crianças.
Até o momento, não há informações oficiais sobre medidas adotadas pelos órgãos responsáveis, mas a denúncia reacende o debate sobre a necessidade de ações imediatas para garantir a integridade física e emocional dos alunos da rede pública em Umuarama.
Somente depois da repercussão do fato nas redes sociais é que a coordenadoria da escola resolveu marcar uma reunião com a mãe, às 16h desta sexta-feira, 27, para tratar do assunto.

