segunda-feira, 13 abril 2026
UMUARAMA/PR

“O MP tem absoluta certeza de que essa sentença será mantida” afirma promotor sobre ex-policial condenado por feminicídio

“O MP tem absoluta certeza de que essa sentença será mantida” afirma promotor sobre ex-policial condenado por feminicídio

A condenação de 19 anos marca um capítulo importante para a promotoria na luta em defesa das mulheres, em um caso onde o autor do crime tentou, a todo momento, culpar a própria vítima. Confira a fala do Promotor de Justiça!

O promotor de justiça, Caio di Rienzo, que esteve no caso de Vanessa dos Santos da Cunha, concedeu uma entrevista ao Portal Umuarama News.

Vanessa foi morta em 2022, ela foi brutalmente assassinada pelo ex-policial penal Carlos Adriano Botelho de Assis, em Umuarama. Durante o julgamento no fórum da cidade, o autor do crime tentou demonstrar que a vítima era a culpada, que ela era surtada e isso teria colaborado pelas agressões. Acusações que, acontecem na maioria dos casos de violência doméstica. O promotor tem realizado um trabalho na cidade no combate a este crime, e falou da satisfação com a condenação a 19 anos de prisão do assassino.

Confira entrevista:

 

RELEMBRE O CASO JULGADO EM UMUARAMA

O caso, que causou forte comoção na cidade, teve início no final da madrugada de 28 de outubro de 2022. Na ocasião, Vanessa, que tinha 28 anos, foi morta com pelo menos 50 golpes de faca dentro da própria casa, localizada na Avenida Olinda. Segundo as investigações, ela estava dormindo, nua, em sua cama quando foi atacada.

De acordo com a denúncia apresentada pelo Ministério Público, o autor do crime foi Carlos Adriano Botelho de Assis, então com 46 anos e servidor do sistema prisional. O condenado mantinha relacionamento com a vítima.

Na data do homicídio, o próprio Carlos chegou a ser atendido por uma equipe do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) após sofrer um corte em uma das mãos. Foi ele quem comunicou às autoridades sobre o ocorrido. Em seguida, acabou preso e permaneceu detido desde então, aguardando o julgamento.

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