O Tribunal de Justiça do Paraná decidiu que todos os crimes atribuídos a um padre denunciado pelo Ministério Público do Paraná deverão ser julgados na comarca de Cascavel. A decisão foi tomada pela 5ª Câmara Criminal, que acolheu recurso apresentado pelo MPPR para garantir a unificação do processo no mesmo foro.
O impasse girava em torno de três das 25 acusações feitas contra o réu. Em primeira instância, esses casos não haviam sido aceitos sob o entendimento de que teriam ocorrido fora da jurisdição de Cascavel. No entanto, o Ministério Público recorreu, argumentando que há ligação direta entre todos os episódios, o que justificaria o julgamento conjunto. O tribunal concordou com a tese, reconhecendo a conexão probatória entre os crimes.
A denúncia foi apresentada pela 15ª Promotoria de Justiça de Cascavel e envolve 25 crimes supostamente praticados contra 16 vítimas, com idades entre 12 e 48 anos à época dos fatos. Entre as acusações estão nove casos de estupro de vulnerável, dois de violação sexual mediante fraude — sendo um deles na forma tentada —, seis de importunação sexual, um de fornecimento de substância nociva com finalidade medicinal e sete relacionados ao fornecimento de substâncias proibidas.
O investigado está preso preventivamente desde 29 de outubro de 2025 e permanece custodiado no Complexo Médico Penal, em Cascavel. As investigações que embasaram a denúncia foram conduzidas pelo Núcleo de Proteção à Criança e ao Adolescente Vítimas de Crimes (Nucria), no contexto da operação que apura os fatos.
Além da responsabilização criminal, o Ministério Público também solicitou à Justiça a condenação do acusado ao pagamento de indenizações por danos morais e materiais às vítimas. Os valores pedidos variam entre R$ 20 mil e R$ 150 mil, conforme a gravidade de cada caso.
Com a decisão, o processo segue concentrado em Cascavel, onde deverão ser analisadas todas as acusações atribuídas ao réu.

