Umuarama figurou entre os municípios alcançados pela Operação Éris, uma ampla investigação coordenada pela Polícia Civil de Mato Grosso do Sul que busca desmontar uma estrutura criminosa associada ao Primeiro Comando da Capital (PCC). A ação foi desencadeada na manhã de hoje (terça-feira, 2) e mobilizou equipes policiais em diferentes regiões do país.
Embora os detalhes sobre os alvos localizados em Umuarama não tenham sido divulgados pelas autoridades, a inclusão do município entre os pontos de cumprimento de mandados evidencia a presença de ramificações da organização criminosa fora das grandes capitais e centros metropolitanos.
A operação foi planejada após quase dois anos de investigações conduzidas por policiais da Seção de Investigações Gerais (SIG) e do Núcleo Regional de Inteligência (NRI) de Nova Andradina, no Mato Grosso do Sul. O trabalho revelou a existência de uma estrutura organizada que atuava em vários estados e mantinha funções específicas dentro da facção criminosa.
Ao todo, foram expedidos 50 mandados judiciais, sendo 14 de prisão preventiva e 36 de busca e apreensão. As ordens foram cumpridas simultaneamente em cidades de Mato Grosso do Sul, Paraná, Santa Catarina e São Paulo, demonstrando o alcance da organização investigada.

Segundo a Polícia Civil sul-mato-grossense, a Operação Éris surgiu como desdobramento de outra ofensiva de grande porte, a Operação Artus, realizada em 2023. Na época, dezenas de integrantes da facção foram presos e uma grande quantidade de material foi apreendida. A análise desses elementos permitiu aos investigadores identificar uma nova frente de atuação da organização criminosa.
As investigações apontaram a existência de um grupo composto majoritariamente por mulheres que desempenhava funções estratégicas dentro da estrutura criminosa. A partir dessa descoberta, foi instaurado um procedimento específico para mapear integrantes, identificar lideranças e compreender a extensão das atividades desenvolvidas pelo grupo.

Foi justamente esse núcleo que se tornou o principal alvo da Operação Éris. O nome da ação faz referência à figura mitológica grega associada à discórdia e aos conflitos, simbolizando a tentativa das forças de segurança de desarticular a organização investigada.
Além das equipes da Polícia Civil de Mato Grosso do Sul, a operação contou com apoio de unidades especializadas de outros estados, incluindo forças policiais do Paraná. Em Umuarama, o cumprimento das medidas judiciais integrou a estratégia de atingir diferentes pontos considerados relevantes para o avanço das investigações.
Os materiais apreendidos durante as buscas serão encaminhados para análise técnica. Documentos, aparelhos eletrônicos e demais evidências poderão auxiliar na identificação de novos envolvidos e no aprofundamento das apurações.

A Polícia Civil informou que o trabalho investigativo continua e não descarta novas fases da operação. A expectativa é que as informações obtidas durante o cumprimento dos mandados contribuam para ampliar o combate ao crime organizado e enfraquecer a atuação da facção em diferentes regiões do país.
Mais informações sobre os desdobramentos da Operação Éris em Umuarama deverão ser divulgadas nos próximos dias pelas autoridades responsáveis pela investigação.


