A Polícia Civil de Umuarama, cumpriu mandados de prisão preventiva e de busca e apreensão contra dois homens investigados por uma série de crimes praticados contra empresários do ramo de revenda de veículos no município.
Os suspeitos, de 26 e 36 anos, são investigados pelos crimes de extorsão, disparo de arma de fogo, porte ilegal de arma de fogo de uso restrito e dano qualificado. Segundo as investigações, a dupla teria ameaçado proprietários de garagens de automóveis e utilizado a violência para intimidar as vítimas e exigir vantagens indevidas.
De acordo com a Polícia Civil, no fim de abril deste ano, os investigados foram até uma garagem de veículos em Umuarama, onde gravaram um vídeo exibindo uma arma de fogo e fazendo ameaças aos proprietários do estabelecimento. Dias depois, na madrugada de 28 de abril, efetuaram disparos contra a fachada de uma das empresas, causando danos a veículos que estavam no local.
Ainda conforme as apurações, os autores registraram em vídeo o ataque e utilizaram as imagens para ameaçar outro comerciante do mesmo setor por meio de aplicativos de mensagens. As tentativas de extorsão teriam continuado nos dias seguintes, atingindo ao menos cinco vítimas.
A perícia realizada pela Polícia Científica constatou que a arma utilizada nos disparos era uma pistola calibre 9 milímetros, de uso restrito. Durante o cumprimento dos mandados, os policiais apreenderam dois aparelhos celulares, mas a arma não foi localizada.
Durante os interrogatórios, um dos suspeitos optou por permanecer em silêncio. O outro confessou os crimes investigados e afirmou que a arma continua em sua posse. Segundo a polícia, ele também declarou que, caso seja colocado em liberdade, pretende retornar aos estabelecimentos das vítimas.
Ainda durante o depoimento, o investigado negou que a pistola tenha sido utilizada em outros crimes recentes, incluindo o homicídio de Adriele Priscila Lima da Rosa.
Os dois presos também já haviam sido julgados neste ano pelo Tribunal do Júri de Umuarama em um processo que apurava um homicídio qualificado ocorrido em 2023. Na ocasião, ambos foram absolvidos. Durante aquela investigação, os acusados sustentaram que não se conheciam e que um deles não poderia ter participado do crime por possuir uma perna amputada.
Entretanto, segundo a Polícia Civil, no momento da atual prisão, o homem de 36 anos confessou espontaneamente a policiais civis e militares a autoria do homicídio que vitimou Ricardo Aparecido da Silva em 2023. Conforme relato da corporação, ele afirmou acreditar que não poderia mais sofrer consequências jurídicas pelo caso em razão da absolvição obtida no julgamento popular.
Os dois investigados permanecem presos e à disposição da Justiça no sistema penitenciário.


