A investigação sobre o assassinato de Adriele Priscila Lima da Rosa, morta na madrugada de 24 de abril deste ano em Umuarama, no Conjunto Sonho Meu, entrou em uma nova fase após a soltura dos dois homens que haviam sido presos temporariamente por suspeita de envolvimento no crime.

Com o encerramento do prazo legal das prisões e a análise dos elementos reunidos até o momento, a Polícia Civil passou a trabalhar também com novas linhas de investigação, diante da possibilidade de que a dupla inicialmente apontada como suspeita não tenha participação direta no homicídio.
Os investigados, Marcos Alexandre Neves Lialu, de 30 anos e Marlon Ramiro Morais, de 22 anos de idade, foram presos no dia 7 de maio em cumprimento a mandados de prisão temporária expedidos pelo Poder Judiciário após representação da Autoridade Policial responsável pelo caso.
As prisões ocorreram no contexto das investigações sobre a morte de Adriele, crime que causou grande repercussão em Umuarama e segue sem uma definição conclusiva sobre autoria e motivação.
De acordo com a Polícia Civil, a prisão temporária foi utilizada como instrumento para garantir a coleta adequada de provas e evitar eventuais interferências dos investigados durante uma fase considerada sensível da apuração. Prevista na Lei nº 7.960/89, a medida possui caráter cautelar e excepcional, não representando condenação ou antecipação de pena.
O prazo legal da prisão temporária é de 30 dias. Ao final desse período, a autoridade policial avaliou que as diligências relacionadas aos dois investigados haviam sido suficientemente realizadas e optou por não solicitar a prorrogação da medida cautelar.
Com isso, ambos foram colocados em liberdade. A Polícia Civil enfatiza, entretanto, que a soltura ocorreu exclusivamente em razão do término do prazo legal da prisão e não representa arquivamento ou encerramento da investigação em relação aos suspeitos.
Nos bastidores da investigação, porém, a dinâmica do caso parece ter sofrido mudanças importantes. Fontes ligadas à apuração indicam que novas linhas investigativas passaram a ser consideradas pelos investigadores após a análise dos elementos coletados durante os últimos 30 dias.
Embora um dos investigados tenha sido alvo de apreensão de uma arma de fogo durante as diligências, o resultado do exame de balística ainda não foi concluído oficialmente. Mesmo assim, investigadores já trabalham com a possibilidade de que os dois homens inicialmente apontados como suspeitos possam não ter participação no assassinato de Adriele.
A Polícia Civil não divulga detalhes sobre as novas frentes de investigação para não comprometer o andamento do trabalho, mas confirma que o caso continua sendo tratado como prioridade e que outras hipóteses permanecem sob análise.

Por outro lado, a defesa dos investigados sustenta que a inocência dos dois sempre foi evidente. Em nota, os advogados afirmaram que, desde o início da atuação no caso, nunca tiveram dúvidas de que os acusados não participaram do crime.
Segundo a defesa, foram apresentados elementos que indicariam que ambos sequer estariam em Umuarama no dia e horário em que ocorreu o homicídio. Os advogados afirmam ainda que os depoimentos que citaram os nomes dos dois investigados podem ter sido resultado de uma tentativa deliberada de atribuir falsamente a autoria do crime a pessoas inocentes.
Enquanto isso, familiares e amigos de Adriele seguem aguardando respostas. Mais de um mês após o homicídio, a principal pergunta continua sem resposta definitiva: quem matou Adriele Priscila Lima da Rosa?
Com a mudança de rumo nas investigações e a possibilidade de surgimento de novos suspeitos, a expectativa é de que os próximos passos da Polícia Civil sejam decisivos para esclarecer um dos casos de maior repercussão recente em Umuarama.
Pistas Novas
A conclusão do período de prisão temporária permitiu que os investigadores revisassem informações, depoimentos e provas obtidas ao longo do último mês. Embora a Polícia Civil mantenha sigilo sobre detalhes da apuração, fontes ligadas ao caso indicam que elementos surgidos durante as diligências abriram novas possibilidades investigativas. A análise de movimentações, relacionamentos e circunstâncias ligadas à vítima passou a ser aprofundada. O objetivo agora é verificar se outras pessoas podem ter participação direta ou indireta no crime, ampliando o alcance das investigações.
Exame Pendente
Um dos pontos que seguem sob expectativa é o resultado do exame de balística realizado em uma arma apreendida durante as diligências relacionadas aos investigados. O laudo ainda não foi concluído pelos órgãos periciais e poderá ter papel importante na definição dos próximos rumos do inquérito. Apesar disso, investigadores já admitem a possibilidade de que a dupla inicialmente presa não seja responsável pelo homicídio. O resultado pericial será confrontado com outros elementos técnicos e testemunhais antes de qualquer conclusão definitiva sobre a autoria do crime.


