A forte chuva que atingiu o noroeste do Paraná na noite de ontem (quinta-feira, 11) deixou rastros de destruição em diversos municípios da região. Em Umuarama e Iporã, equipes da Defesa Civil passaram a madrugada atendendo ocorrências provocadas pelo temporal, que trouxe grande volume de água em um curto espaço de tempo, além de ventos fortes.
Em Umuarama, apesar dos transtornos registrados em diferentes pontos da cidade, não houve vítimas. Segundo informações da Defesa Civil, uma residência no Conjunto Sonho Meu foi atingida por alagamento e uma árvore caiu na área central do município. No Jardim Jabuticabeiras, moradores solicitaram lonas para proteger uma casa afetada pelas condições climáticas.
Na manhã de hoje (sexta-feira, 12), equipes iniciaram vistorias nos bairros para realizar um levantamento completo dos danos e identificar possíveis ocorrências que ainda não haviam sido comunicadas durante a noite.
Dados do Sistema de Tecnologia e Monitoramento Ambiental do Paraná (Simepar) apontam que Umuarama registrou mais de 35 milímetros de chuva em cerca de 30 minutos. O volume elevado provocou alagamentos e enxurradas em diversos pontos da área urbana. Durante o dia, os ventos apresentaram velocidade média entre 15 km/h e 18 km/h, mas as rajadas registradas durante a noite chegaram a variar entre 30 km/h e 60 km/h.
As condições climáticas foram influenciadas por um sistema de instabilidade associado à atuação de um ciclone extratropical, que motivou alertas de tempestades em grande parte do Paraná.
Situação mais grave foi registrada em Iporã. Conforme balanço divulgado pela Defesa Civil, oito pessoas precisaram deixar suas residências devido aos alagamentos. Entre os desalojados estão sete adultos e uma criança, que foram encaminhados para um local seguro.
O atendimento às famílias foi coordenado pelo prefeito Robertinho e pelo comandante da Defesa Civil municipal, Cristhian Candil. Durante toda a madrugada, equipes percorreram áreas consideradas de risco e monitoraram os pontos mais afetados pelas chuvas.
Diversas vias precisaram ser isoladas por questões de segurança. Na Rua Ademar de Barros, esquina com a Rua Senador Souza Naves, a força da enxurrada destruiu muros e arrastou grande quantidade de terra. Em alguns locais, a água chegou à altura dos joelhos dos moradores.
Na Avenida João XXIII, o volume de água tomou conta da pista, dificultando a passagem de veículos. Já na Rua 15 de Novembro, a força da correnteza comprometeu o pavimento, provocando rachaduras e a abertura de um grande buraco no asfalto.
Também foram registradas interrupções no fornecimento de energia elétrica no bairro Multidão IV, próximo ao Parque Primavera. Com o amanhecer, os estragos tornaram-se ainda mais evidentes, revelando erosões, danos estruturais e prejuízos em diferentes regiões da cidade.
A Defesa Civil segue monitorando a situação e informou que os locais afetados passarão por avaliações técnicas para definição das medidas de recuperação e prevenção de novos danos.










