Umuarama esteve entre os municípios paranaenses que participaram, na manhã de hoje (segunda-feira, 15), de uma das maiores operações de combate ao crime organizado já realizadas no estado. Coordenada pelo Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), do Ministério Público do Paraná, a Operação Panóptico mobilizou aproximadamente mil agentes das forças de segurança para o cumprimento simultâneo de centenas de ordens judiciais contra integrantes de uma organização criminosa com atuação nacional.
Na Capital da Amizade, equipes integradas das forças de segurança atuaram no cumprimento de mandados expedidos pela Justiça como parte de uma ampla investigação que vem sendo conduzida desde o ano passado. A ação teve como foco desarticular a estrutura da facção criminosa, interromper suas atividades e reunir novas provas relacionadas a delitos praticados dentro e fora do sistema prisional.

Ao todo, a operação cumpriu 559 mandados judiciais, sendo 304 de prisão e 255 de busca e apreensão. As diligências ocorreram simultaneamente nos estados do Paraná, São Paulo, Santa Catarina e Mato Grosso do Sul, demonstrando a dimensão da organização investigada e a necessidade de uma resposta coordenada entre diferentes instituições.
No Paraná, principal alvo da ofensiva, as ações ocorreram em 34 municípios, incluindo Umuarama, além de cidades estratégicas como Cascavel, Londrina, Maringá, Foz do Iguaçu, Paranavaí, Guaíra e Cianorte. Parte significativa das ordens judiciais foi executada dentro de unidades prisionais, uma vez que muitos dos investigados já se encontravam encarcerados, mas continuavam sendo apontados como participantes da estrutura criminosa.
A operação contou com a integração do Ministério Público, Polícia Militar, Polícia Civil, Polícia Penal e Polícia Científica, formando uma força-tarefa composta por cerca de 204 equipes distribuídas em diversas regiões. O objetivo principal é enfraquecer a capacidade operacional da facção, interromper a comunicação entre seus integrantes e aprofundar as investigações sobre outros crimes que possam ter sido ordenados ou executados pelo grupo.
De acordo com o Gaeco, as investigações foram desenvolvidas de forma simultânea pelos dez núcleos do órgão existentes no Paraná, permitindo a identificação de suspeitos e a obtenção de elementos que subsidiaram os pedidos de prisão e busca autorizados pelo Poder Judiciário.
Batizada de “Panóptico”, a operação faz referência ao conceito de vigilância permanente e controle contínuo, simbolizando o monitoramento constante das atividades criminosas realizado pelos órgãos de inteligência e investigação.
A ação integra uma mobilização nacional coordenada pelo Grupo Nacional de Combate às Organizações Criminosas (GNCOC), que reúne Ministérios Públicos e forças de segurança de todo o país em estratégias conjuntas para enfrentar o avanço das facções criminosas e suas redes de atuação interestadual.


