quarta-feira, 23 setembro 2026
UMUARAMA/PR

Discurso vazio de Moro mira o Palácio Iguaçu, mas esbarra no legado de Ratinho Junior

Discurso vazio de Moro mira o Palácio Iguaçu, mas esbarra no legado de Ratinho Junior

Senador recicla ações já implantadas pelo governo Ratinho Junior e ainda não apresentou propostas inéditas para o Paraná

A movimentação do senador Sergio Moro rumo à disputa pelo Governo do Paraná começa a ganhar força nos bastidores políticos. Mas, junto com ela, surgem questionamentos sobre o conteúdo de seu discurso e a capacidade de apresentar propostas inéditas aos paranaenses.

Moro tenta se posicionar como alternativa para 2026 utilizando bandeiras que já foram implementadas ao longo dos quase oito anos da atual administração estadual. Na infraestrutura apenas disse que pretende renovar as estradas no Estado.

O que Moro não viu – porque não anda pelo Estado – ou se anda, provavelmente não olha onde pisa, é que o Governo Ratinho Junior construiu mais de 1 mil quilômetros de estradas em concreto. O Paraná foi consolidado através do maior programa de pavimentação rígida do Brasil. Os investimentos já superam R$ 5,1 bilhões e contemplam desde grandes corredores logísticos estaduais até estradas rurais e novas ligações metropolitanas.
Escute só o senador seguindo com suas falas abstratas, lembrando claramente os discursos esquerdistas:

Moro não conhece o Paraná e sequer os paranaenses

No discurso, Moro fala sobre programas de energia renovável e sozinho mostra que suas estratégias de campanha não passam de apenas falácias. Seus marqueteiros sequer descobriram que o Estado possui o programa RenovaPR, com geração própria de energia no campo.

O programa foi criado em agosto de 2021 pelo Governo do Estado e incentiva a geração própria de energia, nas modalidades solar e biogás. Executado pelo Instituto de Desenvolvimento Rural do Paraná (IDR), o RenovaPR já tem meta definida, que é instalar 100 mil unidades de geração até 2030.

Mas Sergio Moro continua ‘queimando seus cartuchos’ falando de segurança pública, pasta que deveria entender com profundidade, pois foi ministro da justiça. Escorrega no discurso tentando falar também em ações na Saúde, onde lembra de sua origem, o Estado de São Paulo, que o abandonou politicamente, justamente por não acreditar nele.

Segurança Pública

Novamente, quando promete que fará do Paraná o Estado mais seguro do País, Moro somente confirma que não terá trabalho nenhum, pois o governador Ratinho Junior já fez isso. Recentemente, mesmo depois de mostrar que a queda na criminalidade vem aumentando gradativamente desde o início de sua gestão, não parou de investir. Entregou o maior pacote de investimentos da história da segurança pública do Estado, totalizando R$ 338 milhões aplicados no fortalecimento das forças policiais e de resgate. O pacote contempla 3,2 mil armamentos, 1.245 viaturas e 29 embarcações, além de equipamentos de informática, sistemas de comunicação, tecnologia forense e materiais especializados, bem como a nova sede do Batalhão de Operações Policiais Especiais (Bope) da Polícia Militar do Paraná (PMPR).

Vorcaro e Flavio Bolsonaro

É importante lembrar que Sergio Moro foi acolhido pelo PL, partido administrado por Valdemar da Costa Neto, quem ele taxou como corrupto, mas agora segue agarrado às suas ‘asas’. “Valdemar da Costa Neto foi condenado por suborno no Mensalão, estava junto com o Lula, agora vem falar que é contra a corrupção”, indaga Moro em um podcast. Agora, mudou o discurso ao lado de Flavio Bolsonaro, quem acusou publicamente de corrupção por estar envolvido em crime de ‘rachadinha’.

Em sua pré-campanha, ao ser questionado sobre o envolvimento do pré-candidato à presidência, sobre a prestação de contas e do eventual envolvimento com o dono do Banco Master, Daniel Vorcaro, sempre foge sem responder. Veja:

Paraná em segundo plano

Com a impossibilidade de disputar cargos executivos em outros cenários políticos e tendo o Paraná como sua última escolha, Sergio Moro busca agora ampliar sua presença no debate estadual.

O problema é que boa parte dos temas apresentados pelo senador já faz parte das políticas públicas implementadas pelo governo Ratinho Junior.

Moro enfrenta o desafio de convencer o eleitorado de que possui um projeto próprio, mas não apresenta nada, fica apenas no discurso apoiado em realizações já executadas pela administração estadual.

Se agarra nos ataques à Lula e nos números apresentados em pesquisas, preso somente às ações na Lava Jato, quando era juiz e agiu seguindo prerrogativas fazendo apenas o que era pago pra fazer.

Nos bastidores, a leitura é que a disputa de 2026 tende a ser marcada justamente por essa comparação.

De um lado, um grupo político que pretende defender os resultados obtidos durante os dois mandatos de Ratinho Junior.

De outro, Sergio Moro, que busca transformar sua trajetória nacional e sua imagem ligada ao combate à corrupção em capital político para disputar o comando do Estado.

O fato é que o tabuleiro eleitoral começa a se desenhar. E, à medida que a corrida pelo Palácio Iguaçu ganha forma, cresce também a cobrança para que os pré-candidatos apresentem mais do que discursos. O eleitor paranaense deverá exigir projetos, metas e propostas capazes de apontar os rumos do Estado para os próximos anos.



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