Aliado de Sergio Moro (PL), o pré-candidato ao Senado Deltan Dallagnol disse em entrevista nesta semana ao portal Rede Sul de Notícias que “o Estado precisa de uma Ferroeste, que vai passar por Guarapuava para escoar a produção com segurança até o Porto de Paranaguá”. No entanto, ele esqueceu que a ferrovia já existe e já passa pela cidade do Centro-Sul do Paraná.
Veja o vídeo:
A Ferroeste é a empresa responsável pelo trecho ferroviário entre Guarapuava e Cascavel, com 248 quilômetros de extensão. A companhia existe desde 1988 e também conta com um pátio em Cascavel equipado como moegas de recepção, tulhas para expedição ferroviária, balanças ferroviárias, silos e galpões de armazenagem e movimentação de produtos.
Anualmente, a ferrovia entre as duas cidades é utilizada para o transporte de cerca de 800 mil contêineres, principalmente grãos como soja, milho e trigo, além de farelos, com destino ao Porto de Paranaguá. De Guarapuava até o Litoral a concessão é da Rumo.
Em outro trecho da entrevista, Dallagnol fala que “o Paraná precisa de uma ferrovia que leve de modo seguro, estável, rápido e barato as cargas para o Porto de Paranaguá”. No entanto, esse é justamente o trecho já existente e que é operado pela Ferroeste e pela Rumo. Atualmente, 15% de tudo o que os portos recebem já são provenientes do modal ferroviário, número que deve aumentar para 50% com a conclusão do Moegão.
Atualmente já há discussões sobre a nova concessão da Malha Sul, que pode culminar com mais investimentos no segmento nos próximos anos. A Ferroeste tem o desejo de assumir a parte da atual Malha Sul para construir novas ligações entre Guarapuava e Irati, desviando a Serra da Esperança, e entre Irati e Lapa.
Efeito parnanguara
A comparação que tem sido feita nas redes sociais com a frase de Deltan Dallagnol é com o “efeito parnanguara” de Sergio Moro, que viralizou após o senador confundir o gentílico da cidade de Paranaguá com uma tribo indígena.


