Uma sequência de ocorrências de ameaça mobilizou equipes da Polícia Militar na noite de ontem (segunda-feira, 6), em Goioerê, e terminou com a prisão de um homem de 28 anos, acusado de intimidar uma comerciante, perseguir um adolescente de 12 anos e provocar tumulto em diferentes pontos da cidade.
O primeiro chamado foi registrado por volta das 22h10, quando uma equipe da Rádio Patrulha (RPA) foi acionada para atender uma ocorrência em um bar localizado na Rua Vicente David de Souza. No estabelecimento, a proprietária relatou que o suspeito, recém-saído do sistema prisional, invadiu o comércio armado com uma faca e passou a ameaçá-la de morte.
Segundo a vítima, a situação só não terminou em agressão porque seu filho conseguiu intervir rapidamente, desarmando o homem antes que ele pudesse atacar. Após perder a faca, o suspeito fugiu a pé em direção ao Jardim Galiléia. A arma branca utilizada nas ameaças foi entregue aos policiais e apreendida.
Embora bastante abalada, a comerciante informou que, naquele momento, preferia não representar criminalmente contra o autor por receio de sofrer represálias.
Enquanto realizavam buscas para localizar o suspeito, os policiais foram surpreendidos por um adolescente de 12 anos, que abordou a viatura para relatar que havia sido perseguido e ameaçado pelo mesmo homem. Pouco depois, o Centro de Operações Policiais Militares (COPOM) informou sobre uma briga na Rua Itaipu envolvendo o suspeito.
Ao chegarem ao endereço, os militares constataram que os pais do adolescente haviam conseguido conter o homem após descobrirem que ele havia ameaçado o filho. O suspeito foi abordado e não ofereceu resistência.
Durante a identificação, os policiais verificaram que o homem possui antecedentes criminais por roubo e tráfico de drogas e atualmente é monitorado por tornozeleira eletrônica.
Diante da decisão da família do adolescente de formalizar a representação criminal, a Polícia Militar deu voz de prisão ao suspeito, que foi encaminhado à Delegacia de Polícia Civil de Goioerê para os procedimentos legais.
O caso será investigado pela Polícia Civil, que apurará as circunstâncias das ameaças e adotará as medidas cabíveis em relação aos fatos registrados durante a noite.


