O presidente nacional do PL, partido de Sergio Moro, vai ter que explicar para a Polícia Federal e o Supremo Tribunal Federal um suposto direcionamento de R$ 119 milhões de emendas parlamentares. Isso porque ele não tem cargo e não pode indicar recursos do Orçamento da União.
Sergio Moro, que foi juiz e tem um contundente discurso contra a corrupção, vai ser confrontado ao longo da campanha sobre as investigações que envolvem diretamente o núcleo decisório do partido. Isso sem contar a relação enrolada de Flávio Bolsonaro, candidato do partido para a presidência, com Daniel Vorcaro, que ganha novas camadas todos os dias.
De acordo com a nova decisão do STF, Valdemar da Costa Neto é suspeito dos crimes de desvio de dinheiro e de associação criminosa. Ela faz parte dos desdobramentos da “Operação Transparência” e de inquérito que investiga um esquema de desvio de recursos públicos por meio de emendas parlamentares.
Os investigadores encontraram indícios de que, mesmo sem mandato de parlamentar, Valdemar Costa Neto influenciava, de forma clandestina, o direcionamento de verbas de emendas. Para isso, o dirigente contava com servidores da Câmara dos Deputados, que destinavam verbas públicas de acordo com os interesses de Valdemar.
O relatório da PF que embasa a decisão aponta haver “indícios contundentes” de que o grupo agiu para “dar a emendas parlamentares destino diverso do que disposto na legislação, contemplando e beneficiando interesses de uma pessoa não pertencente ao Parlamento”.


