Uma jovem de 20 anos procurou ontem (16), a Polícia Militar de Douradina, para denunciar que foi vítima de um golpe após contratar um curso de beleza anunciado pelas redes sociais. O caso ganhou novos contornos depois que ela reconheceu, por meio de reportagens divulgadas na imprensa, que o responsável pela negociação seria o mesmo cabeleireiro preso recentemente em Umuarama, investigado por aplicar golpes semelhantes contra dezenas de pessoas.
Conforme o boletim de ocorrência, a vítima relatou que encontrou um anúncio oferecendo uma vaga para atuar como modelo em um curso profissional de beleza. Para garantir a participação, realizou um pagamento antecipado de R$ 200 por transferência bancária eletrônica.
Após a confirmação do depósito, a jovem tentou agendar o procedimento, mas não conseguiu mais contato com o responsável. Ela chegou a solicitar o cancelamento da contratação e o reembolso do valor pago, porém não recebeu qualquer devolução nem resposta.
A situação mudou quando a vítima tomou conhecimento da prisão preventiva de um cabeleireiro em Umuarama, realizada pela Polícia Civil durante a Operação Modelo. Segundo as investigações, o profissional utilizava um perfil no Instagram, que reunia mais de 500 mil seguidores, para anunciar cursos de beleza e vagas para “modelos de mechas”, exigindo pagamentos antecipados via Pix. Em diversos casos, os cursos não eram realizados ou os procedimentos eram cancelados, enquanto as vítimas acabavam bloqueadas nas redes sociais ao cobrarem o ressarcimento dos valores. Até o momento, a Polícia Civil identificou pelo menos 14 vítimas, mas acredita que o número possa ser ainda maior. A Justiça também determinou o bloqueio do perfil utilizado pelo investigado e o sequestro de bens para tentar garantir o ressarcimento dos prejuízos.
Ao perceber que havia sido vítima do mesmo esquema, a moradora de Douradina decidiu registrar oficialmente a ocorrência. A equipe da Rádio Patrulha Auto (RPA) confeccionou o boletim e orientou a jovem sobre os procedimentos junto à Polícia Judiciária.
O caso reforça o alerta para que consumidores redobrem os cuidados ao contratar cursos ou serviços divulgados nas redes sociais. A recomendação é verificar a credibilidade do profissional, desconfiar de exigências de pagamento antecipado e registrar imediatamente um boletim de ocorrência caso suspeitem de fraude, contribuindo para o avanço das investigações e evitando que novas vítimas sejam prejudicadas.


