As autoridades paraguaias continuam mobilizadas na tentativa de identificar os autores e esclarecer a motivação do ataque que deixou três pessoas mortas e um policial ferido na noite da última terça-feira (21), na Colônia Naranjito, distrito de Ybyrarobaná, no Departamento de Canindeyú, na fronteira com o Mato Grosso do Sul. O local fica a aproximadamente 30 quilômetros de Sete Quedas (MS).
O ataque teve como alvo um posto da Polícia Nacional do Paraguai. Dois policiais e um funcionário administrativo foram mortos durante a ação. Outro agente ficou ferido e foi levado para atendimento médico em Assunção, capital do país.
Segundo as primeiras informações divulgadas pela imprensa paraguaia, entre 20 e 30 homens fortemente armados, utilizando escopetas e fuzis, chegaram a pé ao posto por volta das 23h, no horário de Mato Grosso do Sul, e iniciaram os disparos. A unidade fica às margens de uma rodovia e próxima a uma área de mata.
Durante o ataque, os criminosos utilizaram artefatos incendiários (coquetéis molotov), para incendiar o posto policial e veículos que estavam estacionados no local. A estrutura ficou completamente destruída. Quatro veículos também foram queimados: uma viatura da Polícia Nacional, uma caminhonete Toyota Hilux, um Toyota Premio e um Hyundai.
Peritos recolheram no local cartuchos deflagrados de calibres 5,56 e 7,62. Testemunhas relataram ainda que os integrantes do grupo usavam roupas camufladas semelhantes a uniformes de forças militares paraguaias.

As vítimas fatais foram identificadas como o suboficial inspetor Herminio Ojeda González, de 33 anos; o suboficial major Atilio Martínez Barrios, de 40; e o funcionário civil Josemar Escobar Piris, de 37 anos.
O único policial sobrevivente, o suboficial Víctor Gavilán, de 47 anos, foi atingido de raspão por um disparo. Conforme o promotor de Justiça Óscar Paredes, o agente teria fingido estar morto e, durante o incêndio, conseguiu escapar em direção à mata antes de ser socorrido.
As investigações seguem em andamento. As autoridades paraguaias realizam diligências, analisam provas e buscam informações que possam levar à identificação dos integrantes do grupo responsável pelo ataque. Além de descobrir quem executou a ação, a polícia e o Ministério Público trabalham para esclarecer a motivação do atentado e verificar se o crime está relacionado à atuação de alguma organização criminosa que opera na região de fronteira.
“Estamos reunindo todas as provas e fazendo as diligências para esclarecer os fatos e identificar com precisão qual grupo criminoso praticou o ataque, porque infelizmente há várias organizações criminosas atuando naquela região”, afirmou o promotor paraguaio.


