Uma moradora de Douradina sofreu um prejuízo de quase R$ 60 mil após cair em um golpe no qual criminosos se passaram por seu advogado e por um suposto magistrado. O caso foi registrado ontem (26), pela Polícia Militar, após a vítima procurar o destacamento policial para denunciar o estelionato.
Segundo o relato apresentado à PM, a mulher, de 47 anos, recebeu mensagens de pessoas que utilizavam a fotografia e o nome de seu verdadeiro advogado. A estratégia fez com que a conversa inicialmente aparentasse ser legítima e estivesse relacionada a uma ação judicial da vítima.
Durante o contato, os golpistas teriam introduzido na conversa um suposto magistrado. A vítima foi informada de que valores referentes ao processo judicial estariam prestes a ser liberados. A partir daí, começaram as solicitações para que ela realizasse movimentações financeiras.
Acreditando estar tratando com pessoas envolvidas no processo, a mulher efetuou diferentes transferências bancárias por PIX e TED para contas indicadas pelos criminosos. Somadas, as operações chegaram a quase R$ 60 mil.
Somente após as sucessivas orientações para movimentação de dinheiro a vítima passou a desconfiar da situação. Ela então procurou sua agência bancária e solicitou a contestação das transferências realizadas, numa tentativa de impedir ou reverter o prejuízo.
Na sequência, a mulher compareceu ao destacamento da Polícia Militar, na Rua 15 de Novembro, onde relatou o ocorrido. Um boletim de ocorrência foi confeccionado e o caso encaminhado à Polícia Civil, responsável pela investigação para tentar identificar os responsáveis e rastrear o destino dos valores.
A modalidade de fraude utiliza informações verdadeiras de advogados e processos para aumentar a credibilidade da abordagem. Por isso, a recomendação é confirmar qualquer pedido financeiro diretamente com o profissional por meio de números e canais já conhecidos.
A Polícia Militar reforça ainda que pedidos de PIX, TED ou pagamentos antecipados sob a justificativa de liberar indenizações ou valores judiciais devem ser vistos com desconfiança. Antes de qualquer transferência, a orientação é interromper a conversa e confirmar pessoalmente ou por canais oficiais a veracidade da solicitação.


