segunda-feira, 21 setembro 2026
UMUARAMA/PR

Moro segue estratégia de Lula em sua campanha criando desinformação na desesperada busca para governar o Paraná

Moro segue estratégia de Lula em sua campanha criando desinformação na desesperada busca para governar o Paraná

Candidato prova não conhecer os investimentos feitos na Saúde e ‘zomba’, achando que eleitor paranaense não conhece o chão em que pisa

Sergio Sergio Moro aprendeu tanto com Lula durante a Operação Lava Jato, que parece estar baseando sua campanha nas mesmas estratégias que o petista vem aplicando desde o início de sua caminhada política, quando ainda era apenas um sindicalista, enganando a população desinformações, que podemos chamar aqui de ‘fake news’.

Tanto que voltou a colocar a Saúde do Paraná no centro de suas ‘falas’. Desta vez, o candidato direcionou suas críticas ao deputado federal e ex-secretário estadual da Saúde Beto Preto, levantando uma acusação politicamente pesada: a de que interesses eleitorais teriam influenciado a definição das prioridades e a distribuição de recursos da pasta.

É uma acusação que, pela gravidade, exige mais do que retórica eleitoral. Exige números. Da mesma forma que Lula, Moro também está fazendo, ou apresenta números falsos, ou sequer os expõe.

É importante lembrar que recentemente, Moro disse ter visitado uma Santa Casa em Cascavel, que sequer existe e que lá teria encontrado defasagem de investimentos.

No embate criado contra Beto Preto, Moro divulga em vídeo nas redes sociais a seguinte afirmação: “Se colocou na Saúde um médico, sim, mas um deputado, que foi mais deputado do que médico na condução da Secretaria de Saúde. Acabava, muitas vezes definindo as prioridades, seguindo seus interesses políticos partidários, destinando recursos, por exemplo, superiores, às regiões onde ele tinha base política”.

Beto Preto reagiu imediatamente

“É muito simplista dizer que nossa gestão foi apenas ‘tocada’ por motivação política. Eu sou médico! Médico que cuida das pessoas. Médico que nunca perdeu a compaixão. Primeiro que na pandemia, eu não me escondi, estava lá, na frente de batalha”.

O confronto coloca diante do eleitor duas versões completamente distintas sobre a gestão da Saúde. Moro sustenta que houve influência político-partidária na distribuição dos recursos. Beto desafia essa narrativa citando municípios onde afirma ter obtido votação pequena, mas que teriam recebido investimentos milionários.

“Ontem estive em Rio azul, onde eu tive 26 votos. O município recebeu mais de R$ 10 milhões entre obras, serviços e veículos nos últimos três anos. Podemos falar também de Paulo Frontim, município com cerca de 7 mil habitantes. Eu tive lá, 80 votos. O município recebeu cerca de R$ 10 milhões”, lembrou Beto.

Assista ao vídeo:

Informação sem base

Para apresentar detalhes sobre os valores aplicados no Paraná e destinados à Saúde dos Municípios, Moro deveria, em suas declarações, mostrar provas definitivas sobre a distribuição dos recursos aos 399 municípios do Estado, com critérios técnicos e a relação entre necessidade assistencial e valores destinados.

Opera Paraná

O Opera Paraná, por exemplo, de acordo com Beto Preto, alcançou 786.107 cirurgias eletivas em 2025. Em 2022, primeiro ano do programa, foram 488.441. Isso representa crescimento de aproximadamente 61%. O Estado informa ainda investimento acumulado de R$ 1,3 bilhão no programa.

Também houve expansão física da rede. Relatório da Secretaria de Estado da Saúde apontava, já em maio de 2024, 503 obras concluídas desde 2019 em 228 municípios. Foram 418 estruturas de UBS, 31 hospitais municipais, 24 hospitais filantrópicos, 11 unidades de Pronto Atendimento Municipal e outras estruturas.

Na área de fisioterapia, dados oficiais de maio deste ano mostram 85 projetos de novas clínicas habilitados em 85 municípios, somando R$ 112,9 milhões em recursos estaduais.

Portanto, existe material objetivo para discutir a gestão. E é justamente aí que a acusação de Moro precisa enfrentar sua prova mais difícil.

Se recursos foram direcionados em volume superior às bases eleitorais de Beto Preto, quais municípios foram beneficiados? Quanto receberam? Qual seria o padrão de comparação? E quais critérios técnicos teriam sido ignorados?

Sem essas respostas, permanece uma acusação política feita por Moro e frontalmente contestada pelo ex-secretário.

Beto encerra dizendo: “Com muito respeito, nós vamos continuar trabalhando. Saúde não tem missão cumprida, saúde tem missão sendo cumprida e quem é da Saúde sabe do que em estou falando. Não tem hora e não tem lugar. Porque política e gestão de saúde, se faz olhando no olho, quem desviar o olho, eu tenho certeza… Não tá falando a verdade”, conclui.

Nas redes sociais, foi ainda mais incisivo: “Enquanto uns trabalham com a mentira, eu trabalho com a verdade. E na saúde, eu nunca perguntei em quem o cidadão votou. Sempre perguntei: onde existe uma necessidade?

Fui acusado de que, enquanto secretário da Saúde, ajudei municípios por interesse político. Minha resposta é simples: os fatos mostram o contrário.

Rio Azul é um exemplo. Em 2022, tive apenas 26 votos no município. Mesmo assim, fui o secretário que mais destinou recursos para a saúde da cidade em sua história. R$ 10 milhões. E quando o Paraná enfrentou a pandemia, eu estava aqui. Trabalhando, buscando vacinas, ampliando leitos e ajudando a proteger a vida dos paranaenses.

Saúde pública não tem partido. Não tem lado. Tem gente que precisa ser atendida.

Enquanto alguns falam dos municípios de longe, eu continuo presente neles, olhando nos olhos das pessoas e trabalhando”.

Agora, o embate pode sair das redes sociais e chegar ao terreno mais desconfortável para qualquer discurso eleitoral: os documentos. Moro lançou a acusação. Beto Preto apresentou a verdade. Os números disponíveis confirmam a forte expansão de programas e estruturas da Saúde e a falta de detalhes nas informações ‘criadas’ pelo candidato Sergio Moro, que novamente prova não conhecer a realidade do Estado que tenta comandar com tanta exasperação.

 



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