Em plena campanha de 2026, voltou a circular nas redes sociais e por mensagens de um WhatsApp um vídeo em que Sergio Moro (PL), hoje candidato ao Governo do Paraná, pede explicitamente que os eleitores não votassem em Jair Bolsonaro em 2022. Então pré-candidato à Presidência, Moro fazia duras críticas ao então presidente.
A declaração é de 14 de março de 2022, em entrevista ao cantor e youtuber Nando Moura, cujo conteúdo segue disponível no canal do apresentador. Questionado sobre o que diria a um eleitor disposto a votar em Bolsonaro, Moro não hesitou: “Eu vou dizer aqui, com muita humildade, né? Não faça isso, não aposte num governo que não deu certo, não está dando certo”.
Não foi um comentário isolado. Moro detalhou o que considerava o fracasso do governo Bolsonaro: “Um governo que não entregou emprego, não entregou o crescimento da renda, deixou descontrolar a inflação, um governo que enfraqueceu o combate à corrupção e permitiu a volta do Lula e do PT”.
E foi além: para ele, a escolha por Bolsonaro tinha consequência eleitoral direta. “Não se esqueça que hoje votar em Bolsonaro é eleger o Lula no segundo turno”, declarou. Moro atribuiu esse cenário à rejeição provocada pelos erros do então presidente na pandemia, na economia e no combate à corrupção.
Das denúncias e críticas à nova aliança
O contraste das declarações de Moro se estende a Flávio Bolsonaro. No livro “Contra o Sistema da Corrupção”, de 2021, o ex-juiz acusou Jair Bolsonaro de interferir em mecanismos de combate à corrupção em meio a investigações envolvendo seu filho. Moro escreveu que não se poderia admitir a destruição do sistema nacional de prevenção à lavagem de dinheiro “com o propósito de salvar da lei o filho de alguém, mesmo sendo ele o filho do presidente da República”.


