A eleição de Sergio Moro (PL) para o Governo do Paraná abre uma nova etapa na Assembleia Legislativa. Embora tenha vencido a disputa pelo Executivo, o futuro governador encontrará um Legislativo em que seu partido divide a liderança com o PSD, legenda do ex-governador Ratinho Junior, cujo grupo apoiou Sandro Alex na eleição. Moro conquistou 3.127.911 votos, equivalentes a 50,10% dos válidos.
PL e PSD elegeram 14 deputados estaduais cada. O PT ficou com oito cadeiras e o PP, seis. Novo, Podemos e Republicanos terão três representantes cada; o MDB, dois; e o PDT, um. A nova composição reúne 23 novos integrantes e 31 reeleitos.
O resultado preserva a influência parlamentar do grupo de Ratinho, apesar da derrota na disputa pelo governo. Com uma bancada do mesmo tamanho da legenda de Moro, o PSD terá peso nas negociações sobre projetos, orçamento e composição das comissões.
A questão será como esses deputados se posicionarão diante do adversário eleitoral. A ligação com Ratinho não permite classificar automaticamente os 14 parlamentares como oposição. Até que haja uma definição partidária, apoio, independência e resistência a propostas permanecem possibilidades.
Pela composição eleita, PL, Podemos e Novo, partidos da coligação de Moro, somam 20 cadeiras, abaixo das 28 necessárias para reunir a maioria absoluta do plenário. Esse quadro indica que o governador precisará ampliar sua sustentação parlamentar.
Nesse cenário, o PSD poderá negociar apoio a pautas específicas e cobrar a continuidade de projetos da gestão anterior. Trata-se de uma possibilidade política, sem anúncio de adesão ao futuro governo. A postura efetiva dependerá das decisões da bancada e das negociações após a eleição.


