Uma mulher, de 59 anos, denunciou ter sido agredida por um motorista de aplicativo durante uma corrida em Curitiba na última quinta-feira (1º). Segundo relatos da vítima e registros de câmeras de segurança, o motorista a puxou pelos cabelos e a jogou no chão, deixando a mulher com lesões no joelho e no braço.
No registro à polícia, “a equipe pôde constatar o joelho direito da vítima com sangramento e a calça rasgada e também o antebraço ralado”, cita o BO. O documento ainda cita “vários tufos de cabelo estavam caindo da solicitante” no momento do atendimento. A vítima fez exame pericial de lesões na manhã desta segunda-feira (5). Os crimes investigados, a princípio, são lesão corporal, dano qualificado e injúria.
Em entrevista à Banda B, a vítima conta que solicitou a corrida no Tatuquara, onde trabalha, com destino à sua casa. Ainda no início do trajeto, o motorista teria elogiado o perfume dela. A mulher afirma que agradeceu, mas não deu continuidade à conversa. Quando a corrida chegou ao bairro Parolin, o motorista teria dito que precisaria parar. “Ele simplesmente parou o carro e falou pra mim assim: ‘Eu preciso ir ao banheiro’” conta a mulher.
A vítima diz ainda que ficou com medo de ficar parada na região. “E eu falei: ‘Eu não vou ficar sozinha aqui no carro’. Aí eu só vi que ele cancelou a minha corrida. Apareceu para mim no aplicativo, inclusive perguntando se tinha acontecido alguma coisa. Quando eu vi, ele já estava do lado, vindo na minha porta” relata.
A vítima diz que havia soltado o cinto, mas a abertura repentina da porta fez com que o dispositivo permanecesse preso ao corpo. O motorista teria puxado seus cabelos e a retirado à força do carro. Ela afirma ainda que foi xingada durante a ação e tentou pedir socorro enquanto era arrastada.

A vítima diz que havia soltado o cinto, mas a abertura repentina da porta fez com que o dispositivo permanecesse preso ao corpo. O motorista teria puxado seus cabelos e a retirado à força do carro. Ela afirma ainda que foi xingada durante a ação e tentou pedir socorro enquanto era arrastada.
A Banda B entrou em contato com a PCPR. A corporação informa que instaurou inquérito para investigar a ocorrência a partir das informações e dos materiais apresentados pela vítima. Leia a nota na íntegra: “A PCPR instaurou o inquérito para investigar os fatos ocorridos na quinta-feira (1), no bairro Fanny, em Curitiba. A vítima foi ouvida nesta segunda-feira (5), oportunidade em que foram entregues elementos materiais e registros fotográficos do ocorrido. Além disso, imagens do circuito de segurança do entorno do local foram anexadas aos autos. A PCPR segue com a expedição de requisições técnicas e intimação de testemunhas para oitivas e do investigado para interrogatório. Os crimes investigados, a princípio, são lesão corporal, dano qualificado e injúria.”
A Banda B também entrou em contato com a Uber. A plataforma diz lamentar o ocorrido e que considera inaceitável o uso de violência. A empresa ainda afirma que a conta do motorista foi desativada.
FONTE: BANDA B


