A falta de pacientes a consultas especializadas, exames e procedimentos clínicos têm sido um desafio para a Secretaria Municipal de Saúde, em Umuarama. De janeiro a setembro deste ano foram liberados 1.114 exames de endoscopia digestiva por solicitação médica, por exemplo – uma média de mais de 120/mês. Porém, mais de 200 pacientes deixaram de comparecer para realizar o exame.
A endoscopia digestiva é um procedimento autorizado pelo Sistema Único de Saúde (SUS) que permite examinar o tubo digestivo para identificar inflamações, úlceras, hérnia de hiato, sangramentos e sinais iniciais de câncer. O exame ajuda a descobrir a causa de azias, dor no estômago, dificuldade para engolir e náuseas. Também permite coletar amostras de tecido (biópsia) para detectar infecções, como a bactéria H. pylori.
“Entre os meses de janeiro a setembro deste ano registramos 231 faltantes. São pessoas que deixaram de realizar a endoscopia já autorizada, sem comunicar a desistência ou apresentar uma justificativa. Essa atitude impede ao município de encaminhar outros pacientes que aguardam atendimento e reduzir a fila de espera”, lamentou a secretária municipal de Saúde, Lisbeth Scanavaca.
Os números são do relatório de agendamentos e autorizações de procedimentos da SMS. A secretária lembrou que o procedimento tem custo ao sistema de saúde pública e pediu mais atenção. “Imprevistos acontecem. Mas seja qual for o motivo da ausência, o paciente precisa avisar a Secretaria de Saúde com antecedência para que outros pacientes possam ser chamados e ‘encaixados’ no atendimento, reduzindo ou até eliminando essas perdas”, apontou.
Segundo o prefeito Fernando Scanavaca, o município está empenhado em melhorar a qualidade e a eficiência da saúde pública, estendendo o atendimento a todos que precisam. “Por isso contamos com o apoio da população, comparecendo corretamente aos exames, consultas especializadas e demais procedimentos agendados. Isso evitará prejuízos e também o agravamento do quadro de saúde do paciente”, reforçou.


