sexta-feira, 9 outubro 2026
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Gaeco afasta 15 policiais das ruas em nova fase de operação contra corrupção no Paraná

Gaeco afasta 15 policiais das ruas em nova fase de operação contra corrupção no Paraná

Rota 466 cumpriu 19 mandados em oito cidades e apura suspeitas de vantagens indevidas em fiscalizações, fraudes em boletins e lavagem de dinheiro

A terceira fase da Operação Rota 466 cumpriu 19 mandados de busca e apreensão em oito municípios do Paraná e levou ao afastamento de 15 policiais militares das funções operacionais e ostensivas. Deflagrada ontem (8), a ação investiga suspeitas de corrupção em postos da Polícia Rodoviária Estadual.

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O trabalho foi conduzido pelo Núcleo de Guarapuava do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), do Ministério Público do Paraná, com apoio da Corregedoria da Polícia Militar. A apuração envolve suspeitas de organização criminosa, corrupção passiva, concussão, falsidade ideológica e lavagem de ativos.

As buscas ocorreram em Guarapuava, Ponta Grossa, Telêmaco Borba, Pitanga, Bituruna, Castro, Palmeira e Wenceslau Braz. Expedidos pela Vara da Auditoria da Justiça Militar Estadual, os mandados tiveram como alvo endereços ligados a 15 policiais militares e quatro civis investigados.

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Além das buscas, a Justiça determinou que os 15 agentes exerçam exclusivamente funções administrativas e ordenou o recolhimento de suas armas funcionais e particulares. Durante as diligências, uma pessoa foi presa por posse irregular de arma de fogo. Também foram apreendidos aparelhos com indícios de descaminho, celulares e documentos.

A nova etapa surgiu da análise de materiais recolhidos nas fases anteriores. Segundo o Ministério Público, os elementos apontaram indícios de repetição das condutas e permitiram identificar possíveis envolvidos. Entre os locais sob investigação está o posto rodoviário de Telêmaco Borba.

As suspeitas incluem acordos financeiros fixos e fornecimento de combustível por transportadoras em troca da suposta dispensa de fiscalização de caminhões. Os investigadores também apuram fraudes na classificação de avarias em boletins de acidentes de trânsito e direcionamento de serviços de guincho mediante pagamento.

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Na frente financeira, a investigação aponta possíveis mecanismos para ocultar a origem dos recursos. Valores supostamente obtidos nas rodovias teriam passado por contas de terceiros, incluindo familiares de agentes públicos, e por empresas de transporte e guincho que atuariam como intermediárias.

Nas três fases, a Rota 466 já alcançou 30 policiais militares, a maioria vinculada à Polícia Rodoviária Estadual. Três investigados também são alvos da Operação Via Pix, conduzida pelo Gaeco de Ponta Grossa independentemente. Consideradas as duas operações, 50 policiais foram investigados e 42 afastados das funções operacionais.

 



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