A Polícia Civil do Paraná (PCPR) cumpriu ontem (3), o último mandado de prisão preventiva que permanecia pendente na Operação Kriptonita, desencadeada para combater uma organização criminosa suspeita de furtar caminhonetes de luxo em Umuarama e municípios da região. A prisão foi realizada pelo Grupo de Capturas da 7ª Subdivisão Policial (SDP), encerrando uma importante etapa da ofensiva policial.
Com a nova prisão, a operação alcançou 11 medidas judiciais restritivas de liberdade cumpridas, sendo oito prisões preventivas de adultos e três mandados de apreensão contra adolescentes. A investigação também resultou no cumprimento de 11 mandados de busca e apreensão domiciliar.
Deflagrada em 28 de outubro, a Operação Kriptonita mobilizou equipes das polícias Civil e Militar, além da Força Nacional de Segurança Pública. As diligências ocorreram simultaneamente em Umuarama, Alto Piquiri, Perobal e Guaíra, tendo como principal alvo um grupo especializado no furto de caminhonetes Toyota Hilux.
Segundo as investigações, a organização possuía uma estrutura com divisão de tarefas e seria comandada por um homem conhecido como “Forte”, preso durante a primeira fase da operação. Ele é apontado como responsável por recrutar criminosos de Joinville, em Santa Catarina, e financiar despesas com hospedagem, combustível e deslocamentos dos envolvidos.
A Polícia Civil identificou ainda a participação de adolescentes, que seriam utilizados para selecionar possíveis vítimas e transportar os veículos furtados. As caminhonetes seguiam por rodovias estaduais e federais até a fronteira, de onde seriam encaminhadas ao Paraguai para receptação.
A velocidade das ações criminosas chamou a atenção dos investigadores. Conforme informações divulgadas pela polícia, algumas caminhonetes chegavam ao território paraguaio em menos de duas horas após os furtos, antes mesmo de os proprietários conseguirem registrar as ocorrências.
Durante as buscas, os policiais apreenderam um equipamento eletrônico de diagnóstico automotivo, ferramentas utilizadas para abrir veículos, celulares, drogas e dinheiro de possível origem ilícita. Os materiais integram o conjunto de provas reunido pela investigação.
Embora todos os mandados de prisão e apreensão informados tenham sido cumpridos, o trabalho policial prossegue com a análise dos equipamentos e demais evidências recolhidas. O objetivo é esclarecer a participação de cada investigado e identificar possíveis conexões com outros furtos registrados no Noroeste do Paraná.


