sábado, 19 setembro 2026
UMUARAMA/PR

Projeto busca parcerias para oferecer aulas gratuitas de jiu-jitsu à deficientes físicos em Tapira

Projeto busca parcerias para oferecer aulas gratuitas de jiu-jitsu à deficientes físicos em Tapira

Objetivo é levar crianças e adolescentes com algum tipo de deficiência física à prática do esporte. Conheça mais e saiba como ajudar.

Oferecer aulas de jiu-jitsu para crianças e adolescentes com algum tipo de deficiência física. Esse é o objetivo de Rodrigo Oliveira, de 36 anos, morador de Tapira.

Rodrigo é vigilante e trabalha em uma escala 12×36. Casado e pai de três filhos, ele também dá aulas de jiu-jitsu, esporte que o tirou de uma depressão e mudou sua vida, por isso, agora, quer retribuir dando oportunidades para que crianças e adolescentes tenham no esporte uma base.

O instrutor também possuí uma deficiência física. “Tenho um braço que não estica, ele fica encolhido em 90° graus mais ou menos. Comecei o jiu-jitsu por causa da minha profissão,  eu estava com um pé para a depressão, minha filha já estava no projeto de jiu-jitsu aqui na minha cidade e um dia resolvi acompanh-la. O Sensei Douglas Hara me convidou pra participar e eu fui. Vi o quanto o esporte pode mudar a vida das pessoas, principalmente as pessoas que já estão desanimadas e não acreditam mais em si próprio”.

Há dois anos praticando o esporte, Rodrigo já acumula vários títulos, sendo o maior de Campeão Mundial, disputado em São Paulo. Ele também tem conquistas regionais, e é vice-campeão Sul Brasileiro.

“Gostaria de ajudar quem tem necessidade especiais a descobrir um mundo diferente, e levar mais saúde para eles e pra família”, explica.

A intenção do projeto “Renovar – centro de treinamento”, que está sendo realizado em parceria com a equipe Hara Team, é dar aulas para crianças de 6 a 16 anos, focando naqueles com algum tipo de deficiência.

O salão ainda está em reforma e aos poucos as coisas vão tomando forma. No entanto, Rodrigo ressalta a importância de conseguir patrocinadores para o projeto, pois não há recursos financeiros para bancar tudo que é necessário. “Vamos abrir em janeiro, mas não temos condições de comprar kimonos pra galera treinar, pois estamos investindo no salão, no tatame. Precisamos de uma ajuda”, afirma.

O projeto, que funcionará em Tapira, terá horários gratuitos para crianças aos sábados e à noite bolsas grátis para alguns alunos.

Interessados em saber mais do projeto e ajudar nessa empreitada, podem entrar em contato com ele pelo número (44) 99943-7673.

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