O delegado de Polícia Civil, Leonardo Queiroz, afirmou durante coletiva de imprensa realizada nesta quinta-feira (15), sobre o roubo à casa do deputado federal Zeca Dirceu, que os criminosos além de amarrarem e amordaçarem sua mãe, Clara Bekcer, de 83 anos, ainda jogaram líquido inflamável sobre ela e ameaçaram atear fogo na idosa.
O parlamentar tem residência fixa em Cruzeiro do Oeste, onde mora com a mãe, desde criança. O assalto aconteceu na madrugada de segunda-feira (12). Cinco pessoas foram identificadas, entre esses, dois permanecem presos e E.P.B.A.M. de 18 anos, está foragido.

Em um vídeo divulgado nesta sexta-feira (16), o delegado deu detalhes do trabalho de investigação que levou a identificação dos autores e envolvidos no roubo. A equipe chegou a fazer campana em duas residências suspeitas, e capturou quatro dos suspeitos.
Apesar do caso já ser considerado elucidado, ainda existem elementos de prova à serem colhidos. “A Polícia Civil do Estado do Paraná segue firme no combate ao crime e agradece à ajuda incondicional e ininterrupta da Polícia Militar e demais forças que atuaram no caso”, completa.
Assista ao vídeo abaixo:
RELEMBRE

A mãe do deputado, Clara Becker, de 83 anos, foi feita refém dentro de casa por cerca de duas horas, por dois homens. C.P. de 21 anos, que foi preso, e Enrico. Eles amarraram e amordaçaram a idosa, torceram um de seus dedos, e chegaram a jogar líquido inflamável sobre ela e ameaça-la de morte.
“A todo tempo os criminosos procuravam por um cofre, chegaram a torcer o dedo dela para confirmar que não havia um cofre dentro da residência. Jogaram líquido inflamável na vítima e ameaçaram atear fogo para pressioná-la”, explicou o delegado de Cruzeiro do Oeste, Leonardo Queirós Araujo.
Após o roubo, as forças policiais iniciaram as investigações que resultaram na prisão de um dos autores, em um residência utilizada pelos criminosos. Os outros envolvidos, V.G. de 21 anos, foi o responsável por dirigir o carro durante a fuga, ele foi preso por desobediência à ordem de parada, favorecimento pessoal e receptação. Já a esposa, G. S. de 20 anos responderá em liberdade pelo crime de favorecimento pessoal.

Os criminosos invadiram a casa por volta da meia noite e por lá ficaram até às 2h da manhã. Após investigação conjunta das forças de segurança, foi possível chegar a identificação e localização dos envolvidos, com ajuda de câmeras de segurança da cidade e também denúncias. Foi montado campana nos dois endereços informados, até a prisão dois envolvidos. À esposa de C.P., nada foi impultado até o momento.
Em uma das residências foram encontrados os casacos utilizados no dia do crime, bem como uma mochila vermelha, mas nenhum dos objetos de valor roubados. Um dos criminosos chegou a informar que havia jogado o celular de dona clara e outros pertences em um bueiro (foram localizados pela polícia), mas não há informações sobre os objetos de valor até o momento. “Onde eles disseram que estava, não havia nada”, disse o delegado.
Com C.P e sua esposa foi apreendida apenas uma nota de 100 dólares, roubada na casa de Dona Clara.
Os envolvidos foram presos em Tapejara, após a polícia que ainda estava de campana nas residências perceber movimentação estranha e segui-los. Eles iriam até Cianorte e de lá, tomariam rumo ignorado. “No início tentaram dizer que estavam indo beber, mas, durante o interrogatório, o homem confessou que estavam fugindo”. Parte dos objetos roubados foi recuperado durante a prisão.
MOTIVAÇÃO POLÍTICA
A polícia esclareceu que não há nenhum indício de motivação política. C.P. já era envolvido com o tráfico de drogas na região, e tanto ele quanto o comparsa que invadiu a casa, estavam atrás de dinheiro.
“Acreditaram, por se tratar de uma senhora que seria mãe de um deputado federal e possuía algum envolvimento com a região, que ali haveria dinheiro ou um cofre. E a todo o momento procuravam esse cofre e esse dinheiro, então tudo indica que foi apenas essa motivação”, esclareceu o delegado.
O foragido, Enrico Pedro Beline Matta, também já era conhecido no meio policial, e teria participado de outras ocorrências.
Qualquer informação sobre os foragidos deve ser repassada pelos telefones 190 da Polícia Militar ou para (44) 3676-1362 (Delegacia de Cruzeiro do Oeste).


