domingo, 20 setembro 2026
UMUARAMA/PR

Processo de impeachment contra prefeito de Maria Helena é iniciado após denúncias de desvio de combustíveis

Processo de impeachment contra prefeito de Maria Helena é iniciado após denúncias de desvio de combustíveis

As acusações detalham uma série de falhas administrativas, incluindo a conivência e negligência do prefeito em face dos desvios de combustível, desde o começo de seu mandato.

Em uma ação que sacudiu o cenário político local, a Câmara Municipal de Maria Helena recebeu uma denúncia formal contra o prefeito Marlon Rancer Marques, alegando infração político-administrativa devido a desvios de combustíveis na gestão municipal. A denúncia, apresentada pelo cidadão Daniel Clemente dos Reis, aponta para uma “total falta de controle e fiscalização” do prefeito desde o início de sua gestão, resultando em prejuízos significativos aos cofres públicos.

Durante a sessão ordinária de 04 de fevereiro de 2024, a Câmara decidiu, por maioria dos vereadores presentes, aceitar a denúncia e instaurar uma Comissão Processante para investigar as alegações. A comissão será presidida por Romário Reis da Luz, com Gésmila Karoline Zampronio como relatora e Gilmar José de Oliveira como secretário.

Eles terão 90 dias, conforme o Decreto Lei 201/67, para concluir o processo e apresentar os resultados. As acusações detalham uma série de falhas administrativas, incluindo a conivência e negligência do prefeito em face dos desvios de combustível, desde o começo de seu mandato.

Uma CPI (Comissão Parlamentar de Inquérito) realizada pela Câmara Municipal e auditorias técnicas especializadas revelaram uma gestão inadequada dos recursos públicos, em especial, a administração do combustível da frota municipal, culminando em um prejuízo estimado em R$ 921.121,63.

Além disso, investigações internas da própria prefeitura apontaram discrepâncias nos registros de abastecimento e uso dos veículos, evidenciando manipulações que resultaram em perdas financeiras superiores a R$ 631.703,96. A falta de supervisão adequada e a omissão em prevenir irregularidades ressaltam a gravidade das ações do prefeito, questionando sua aptidão para o cargo.

A denúncia argumenta que, mesmo sem uma participação direta nos atos ilícitos, o prefeito Marlon Rancer Marques deve ser politicamente responsabilizado por negligenciar as funções de supervisão e controle, essenciais para prevenir tais irregularidades. Testemunhas e evidências, incluindo o testemunho do ex-Secretário Municipal de Serviços e Obras, Marciano Teixeira Goes, confirmam que o prefeito estava ciente dos desvios, implicando sua possível omissão ou conivência com as práticas fraudulentas.

A situação atual exige uma análise meticulosa e a implementação de medidas corretivas urgentes para restaurar a integridade e eficiência na administração municipal de Maria Helena. Este processo de impeachment destaca a importância da transparência e da responsabilidade fiscal na gestão dos recursos públicos, colocando em xeque a condução da administração pública pelo prefeito Marlon Rancer Marques.

A reportagem tentou contato com o prefeito, mas não obteve retorno. O espaço segue aberto.



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