A Polícia Civil do Paraná indiciou João Carlos Octávio, de 22 anos, por homicídio, feminicídio, ocultação e destruição de cadáver. Ele está preso preventivamente sob a acusação de ter assassinado e enterrado a própria mãe, Ivanete Bispo dos Santos Zanardine, conhecida como “Dona Pituca”, na Vila Sabará, na Cidade Industrial de Curitiba.
De acordo com informações apuradas, Ivanete havia solicitado medidas protetivas contra o filho em 2021 e 2023, após episódios de violência. No entanto, ele retornou ao convívio familiar e estava morando com a mãe e a avó na casa onde o corpo foi encontrado. Mesmo após o desaparecimento da mãe, João manteve a rotina diária e chegou a dormir na casa da irmã, sem demonstrar preocupação com o caso.
Família desconfiava do envolvimento do filho
Desde o início das investigações, João foi considerado o principal suspeito do crime, e familiares próximos já desconfiavam de seu envolvimento. Lurian Fernanda dos Santos, irmã do acusado, revelou a dedicação de Ivanete ao filho, mesmo com o histórico de agressões.
“Ela sempre cuidou dele, por mais que ele já tivesse a agredido. Mãe é mãe. Até por último, ela cuidava da minha filha e ainda ajudava ele. É muito doloroso saber que isso aconteceu”, desabafou Lurian.
Corpo foi encontrado quase um mês depois
Ivanete desapareceu em julho deste ano, e o corpo só foi localizado quase um mês depois, enterrado no quintal da casa onde vivia. O genro da vítima encontrou os restos mortais ao tentar obter pistas sobre o desaparecimento.
A polícia apurou que, dias após o desaparecimento, houve nove tentativas de redefinir a senha da conta bancária de Ivanete. Além disso, no dia 7 de agosto, uma mensagem foi enviada para a filha da vítima, supostamente por Ivanete.
“Oii Lu, tudo bem? Ainda Deus não ordenou minha volta. Estou mandando mensagem por aqui porque meu chip foi cancelado por falta de crédito e também tinha 2 faturas atrasadas. Mas a vó tá bem? O João tá cuidando bem dela? Eu estou bem, o céu aberto e Deus muito presente na minha vida”, dizia o texto.
A filha, no entanto, suspeitou que a mensagem havia sido escrita por outra pessoa, possivelmente utilizando o celular da mãe.

Investigações continuam
Apesar do corpo ter sido encontrado, a polícia ainda não identificou onde ou como Ivanete foi assassinada, já que a perícia não encontrou vestígios de sangue na residência.
Ivanete, de 50 anos, era muito conhecida na Vila Sabará. Trabalhando como diarista, dedicava-se ao cuidado da mãe idosa, que também residia com ela. Ela deixa quatro filhos.
A investigação segue para esclarecer os detalhes do crime e garantir justiça para a vítima.
(com informações Ric)


