O Tribunal do Júri da Comarca de Umuarama realizou, neste sábado (7), o julgamento de Romualdo Moreira de Sousa Neto, conhecido como “Romim”. Ele foi acusado de matar José Elias da Silva, em janeiro de 2023, no Parque Jabuticabeiras. Segundo a denúncia, Romualdo teria disparado 13 vezes contra a vítima, em um ataque motivado por disputa de terras.
O julgamento começou às 9h e terminou na madrugada de sábado por volta das 14h. Romualdo foi preso desde abril deste ano, e respondeu por crimes de homicídio duplamente qualificados (motivo fútil e surpresa) e porta ilegal de arma de fogo.
A qualificadora “surpresa” foi retirada do processo antes mesmo de ir à juri, nesta fase o advogado foi Dr. Luciano Gaioski. Em plenário, a defesa, liderada pelo advogado Dr. Felippe Augusto Carmelo Gaioski e pela estagiária Loyane Caroline Hrycyna Da Silva, argumentou que Romualdo agiu em defesa legítima e buscou atenuar a pena, caso fosse condenado.
Do outro lado, o Ministério Público, representado pelo promotor Dr. Fábio Nakanishi e pelo assistente de acusação Dr. Esmael Alves, sustentou que o réu deveria ser condenado em grau máximo no homicídio qualificado e no posse e porte de arma de fogo, com pena superior a 12 anos de prisão, sendo considerado crime hediondo.
O Conselho de Sentença aceitou a tese de homicídio privilegiado, desqualificando o crime para homicídio simples, com redução significativa da pena. Além disso, Romualdo foi absolvido da acusação de porte ilegal de arma de fogo.
Na sentença, o juiz presidente do Tribunal do Júri, Dr. Adriano César Moreira, fixou a pena de Romualdo em 4 anos e 6 meses de reclusão, em regime aberto, determinando imediata expedição de soltura em favor do réu.
A decisão foi recebida com aplausos pela família de Romualdo, que comemorou a libertação. Veja parte da sentença:


