

O corpo de Ademir Gonçalves Costa, de 39 anos, que morreu em janeiro durante uma abordagem por agentes da Receita Federal na Ponte da Amizade, na fronteira entre o Brasil e o Paraguai, será exumado nesta terça-feira (31), em Foz do Iguaçu, no oeste do Paraná.
Os exames deverão ser acompanhados por peritos da Polícia Federal em Brasília e legistas particulares contratados pela família e pelo sindicato dos auditores da Receita Federal. O resultado do laudo pode ser concluído em até 40 dias.
A defesa da família de Gonçalves contesta os laudos da PF sobre a morte. Para os peritos dos familiares, houve exagero na abordagem e o vendedor morreu por asfixia e não por intoxicação por substância química, como aponta o inquérito policial.
Os restos mortais devem ser novamente enterrados na quarta-feira (1º), no Cemitério do Jardim São Paulo.
O caso
Ademir trabalhava em Ciudad del Este, no Paraguai. Ele voltava do trabalho de mototaxi quando houve a abordagem. Os fiscais dizem que ele resistiu e acabou detido.
O vendedor foi algemado e levado a uma sala da Receita Federal. Quatro homens foram precisos para contê-lo. No local, ele passou mal e morreu.
Imagens que circulam nas redes sociais mostram o momento em que fiscais imobilizam o vendedor. No vídeo, é possível perceber que Ademir estava sem calças, enquanto um dos agentes o imobiliza.
Na época, familiares que fizeram o reconhecimento afirmaram que o corpo apresentava hematomas. Eles alegaram ainda que os fiscais usaram spray de pimenta para tentar imobilizá-lo. Os parentes de Ademir disseram que ele era alérgico ao spray e acreditam que isso tenha causado a morte.
Fonte: G1



