Coincidentemente no ‘Dia Mundial do Doador de Medula Óssea’, um morador de Umuarama está em Brasília e foi um doador voluntário de medula nesta semana. O terceiro sábado do mês de setembro foi instituído pela Associação Mundial de Doadores de Medula Óssea (World Marrow Donor Association – WMDA) como o “Dia Mundial do Doador de Medula Óssea”, uma forma de homenagear todos que se dispõem a ser doadores.

Leosvaldo Casagrande Gobo (Léo Casagrande, como é conhecido), 33 anos, é doador de sangue desde 2012 quando incluiu o nome para doação voluntária de medula óssea. Após 13 anos contribuindo com as doações de sangue, Léo recebeu um chamado para ajudar de uma maneira ainda mais nobre.
“Fui escolhido através do banco de dados do instituto REDOME, que me apresentaram toda
a situação explicando que a chance era de 1/1.000.00, e que naquele momento havia um
receptor compatível e que eu teria a oportunidade de fazer a doação”, relata Léo.
O doador conta que todo o processo durou cerca de três meses, desde o momento em que eles entraram em contato para passar os dados e realizar os primeiros exames até o momento da doação de fato.

Após viajar pouco mais de 1.300 KM, a doação aconteceu com a ajuda da equipe do GSH – banco de sangue de Brasília – que o auxiliou Léo explicando como era o procedimento, realizando os exames e encaminhamentos até o momento da coleta.
“Só tenho a agradecer a Dr. Sanny e a biomédica Nathalia que estiveram
a todo momento ao meu lado, tirando todas as dúvidas e apoiando para que o procedimento acontecesse da melhor forma!”, exclama o doador.
A coleta aconteceu no Hospital DFStar, também de Brasília. Todos os custos, tanto de deslocamento, hospedagem e exames é organizado e pago pelo instituto REDOME, custeado pelo SUS.

Léo Casagrande também integra o grupo Legendários, que é um movimento cristão, fundado na Guatemala em 2015 e trazido ao Brasil em 2017. O movimento se dedica a transformação de homens através de experiências religiosas e atividades físicas intensas em locais remotos, e busca resgatar um ideal de masculinidade baseada no Amor, Honra e Unidade (AHU).
“Quem não tem pecado que atire a primeira pedra né?! Sei que fiquei conhecido por cometer muitos erros, mas recebi a oportunidade de ser alguém melhor e Deus me deu uma segunda chance e tem me mostrado o meu propósito. Estou muito feliz em poder viver isso e se fosse para resumir tudo em uma só palavra seria gratidão. Gratidão por poder ajudar o próximo, e fazer o bem sem olhar a quem. Hoje levo uma vida diferente e muito melhor, dando a volta por cima todos os dias”, conclui Léo.
Para quem tiver interesse em se tornar um doador de medula óssea, basta procurar um centro de doação, como um hemocentro ou hemonúcleo, se cadastrar informando seus dados pessoais e coletar 10 ml de sangue para o exame de tipagem HLA. Este exame será cadastrado no REDOME (Registro Nacional de Doadores de Medula Óssea) e, se houver compatibilidade com algum paciente, você será consultado para confirmar a doação.


