A Polícia Militar de Umuarama, em atuação integrada com o Ministério Público do Paraná, lançou na manhã de hoje (19) a Operação Quadrante, enfrentamento robusto ao crime organizado. O trabalho conjunto que envolve o GAECO (Núcleo Regional de Umuarama) e Polícia Militar, marca um desdobramento direto das investigações iniciadas pela Operação Alvorada.
Origens da Operação Alvorada
A Operação Alvorada teve início em fevereiro de 2025, liderada pelo MPPR, com o objetivo de desmantelar uma rede criminosa envolvida no tráfico de drogas na região de Umuarama. Na ocasião, foram cumpridos 14 mandados de busca e apreensão e 10 prisões preventivas, conforme divulgado pelo órgão.
Em 16 de outubro, uma nova etapa – a Alvorada III – levou à detenção de 14 suspeitos entre o Paraná e São Paulo. Segundo o 25º BPM, o trabalho de inteligência foi decisivo para embasar os pedidos judiciais e capturar lideranças da facção.
Dessa forma, a Operação Quadrante é fruto desse esforço articulado e contínuo entre Ministério Público e Polícia Militar, voltado a desmantelar integralmente a estrutura criminosa identificada nas fases anteriores.
Objetivos da Operação Quadrante
A investigação aponta que a organização criminosa opera não apenas localmente, em Umuarama, mas também em outras regiões do Paraná e estados vizinhos.
Ações executadas
Foram cumpridas 35 medidas judiciais, entre mandados de busca e apreensão, em 15 municípios paranaenses, entre eles Umuarama, Londrina, Cascavel, Apucarana, Foz do Iguaçu, Paranaguá e Ponta Grossa.
Foco estratégico em Umuarama: Na cidade-sede da operação, quatro endereços foram alvos de busca, demonstrando sua importância central.
Prisões
A operação incluiu 10 mandados de prisão, com 17 alvos localizados durante as ações – um dado que sugere inconsistência na numeração dos alvos – enquanto quatro pessoas permanecem foragidas, segundo relatos de autoridades.
Mobilização das forças
Participaram da ação unidades do 25º, 30º, 6º, 31º, 8º, 14º e 9º BPM, além da 1ª BPM e da Polícia Penal, para garantir a execução simultânea e efetiva das diligências.
Desdobramentos esperados
A Quadrante mira enfraquecer a rede criminosa, desarticulando rotas de tráfico e comunicação entre células. A atuação em múltiplas cidades reforça que a operação não se limita a um núcleo local, mas busca romper uma rede interestadual. As autoridades informam que o material apreendido será analisado pelo GAECO, e novas etapas podem surgir conforme novas provas emergirem.
Mandados
As ordens judiciais expedidas estão distribuídas da seguinte forma: em Umuarama, quatro mandados de prisão preventiva e três de busca e apreensão; em Londrina, dois mandados de prisão preventiva e um de busca e apreensão; em Cascavel, um mandado de prisão preventiva e um de busca e apreensão; em Cruzeiro do Oeste, um mandado de prisão preventiva; em Assis Chateaubriand, dois mandados de prisão preventiva e um mandado de busca e apreensão; em Apucarana, um mandado de prisão preventiva; em Astorga, um mandado de prisão preventiva e um mandado de busca e apreensão; em Paranavaí, um de prisão preventiva e outro de busca e apreensão; em Foz do Iguaçu, dois mandados de prisão preventiva e um mandado de busca e apreensão; em Piraquara, dois mandados de prisão preventiva; em Guaratuba, um mandado de prisão preventiva e um de busca e apreensão; em Guaíra, um mandado de prisão preventiva; em Francisco Beltrão, também um mandado de prisão preventiva; em Ponta Grossa, um mandado de prisão preventiva e um de busca e apreensão; e, por fim, em Paranaguá, um mandado de prisão preventiva e um mandado de busca e apreensão.
Relevância para a comunidade
Para os moradores de Umuarama, a Operação Quadrante representa um avanço significativo na segurança pública. A ofensiva demonstra compromisso das autoridades para conter o avanço da facção, promove visibilidade institucional e fortalece a transparência da atuação policial e ministerial. A parceria entre MP, PM reforça a seriedade e o alcance da operação.
A Operação Quadrante, portanto, consolida uma estratégia articulada entre Ministério Público e Polícia Militar, dando sequência às investidas da Alvorada e lançando novas frentes de investigação, prisões e apreensões. Para as autoridades, esta etapa é decisiva para desmantelar uma facção que vinha crescendo na região – e que agora sofre uma ofensiva judicial e policial de grande escala.
O promotor de Justiça Guilherme Franchi e o comandante do 25º Batalhão da PM de Umuarama, Tenente Coronel Claudio Silva explicam nos vídeos abaixo os detalhes de como foi desenvolvida a operação.


