O combate ao crime organizado ganhou mais um capítulo de grande impacto em Umuarama na manhã de hoje (terça-feira, 19). O Núcleo de Umuarama do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), ligado ao Ministério Público do Paraná, deflagrou a Operação Rové, uma ofensiva voltada contra uma organização criminosa investigada por tráfico de drogas, comércio ilegal de armas de fogo e lavagem de capitais.
A operação mobilizou forças de segurança logo nas primeiras horas do dia e resultou no cumprimento de dois mandados de prisão preventiva e nove mandados de busca e apreensão domiciliar em diferentes pontos de Umuarama. A ação contou com apoio operacional e analítico do Batalhão de Polícia Rodoviária Estadual do Paraná.
As ordens judiciais foram expedidas pelo Juízo das Garantias da Vara Criminal de Umuarama, que também autorizou medidas consideradas estratégicas para aprofundar as investigações e atingir diretamente a estrutura financeira da organização criminosa.

Entre as determinações judiciais estão o afastamento do sigilo de dados e comunicações de celulares e dispositivos eletrônicos apreendidos durante as buscas, além do bloqueio de contas bancárias e ativos financeiros ligados aos investigados. A Justiça ainda autorizou o sequestro de um veículo e a indisponibilidade de um imóvel em Umuarama, que, segundo as investigações, teria sido adquirido com dinheiro proveniente de atividades ilícitas.
As investigações conduzidas pelo Gaeco tiveram início em setembro de 2025, após a prisão em flagrante de um dos integrantes do grupo criminoso. Na ocasião, a apreensão chamou a atenção das autoridades pelo alto potencial ofensivo do material encontrado: um fuzil e cerca de três quilos de crack, avaliados em aproximadamente R$ 120 mil.
A partir daquele flagrante, os investigadores passaram a mapear a atuação da organização, identificando uma estrutura criminosa voltada especialmente para o tráfico de drogas e armas de fogo, além da movimentação de elevados valores financeiros por meio de contas bancárias utilizadas para ocultação e lavagem de dinheiro.

Segundo o Ministério Público, os elementos reunidos ao longo das apurações apontam para uma atuação articulada e organizada do grupo, com divisão de funções e possível ramificação em municípios da região de Umuarama.
Durante o cumprimento das ordens judiciais, equipes realizaram buscas em imóveis ligados aos investigados à procura de drogas, armas, documentos, dinheiro e aparelhos eletrônicos que possam fortalecer as provas já obtidas pelo Gaeco.
A Operação Rové reforça a intensificação das ações contra facções e organizações criminosas no Noroeste do Paraná, região que vem sendo alvo frequente de grandes operações policiais voltadas ao combate ao tráfico e à lavagem de capitais.


