A Federação formada pelo Progressistas (PP) e pelo União Brasil segue sem definir qual será sua posição na disputa pelo Governo do Paraná nas eleições de 2026. A informação foi reforçada pelo deputado federal Ricardo Barros, uma das principais lideranças nacionais do Progressistas e atual tesoureiro-geral da legenda.
Segundo Barros, o grupo político ainda analisa os cenários eleitorais antes de decidir se apresentará uma candidatura própria ao Palácio Iguaçu ou se apoiará algum dos nomes que já se movimentam nos bastidores como pré-candidatos à sucessão do governador Ratinho Junior.
Entre os nomes que possuem densidade política dentro da federação, Ricardo Barros destacou o ex-prefeito de Londrina Marcelo Belinati. Médico e advogado, Belinati governou a segunda maior cidade do Paraná por dois mandatos consecutivos, entre 2017 e 2025, consolidando forte capital político na região Norte do Estado. Sua reeleição em 2020 ocorreu ainda no primeiro turno, com ampla vantagem sobre os adversários.
Outro nome que surge naturalmente nas articulações é o da ex-governadora Cida Borghetti, uma das figuras mais conhecidas do Progressistas no Paraná. Com trajetória construída ao longo de décadas na vida pública, Cida reúne experiência nos poderes Legislativo e Executivo e continua sendo uma referência política dentro da federação.
Natural de Santa Catarina e radicada no Paraná desde a infância, Cida Borghetti é formada em Administração Pública pela Universidade do Sul de Santa Catarina (Unisul) e possui especialização em Políticas Públicas pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ).
Antes de chegar ao Governo do Estado, foi deputada estadual por dois mandatos, deputada federal, vice-governadora e, em abril de 2018, tornou-se a primeira mulher a assumir efetivamente o comando do Paraná. Durante sua trajetória, destacou-se por pautas ligadas à saúde preventiva, proteção à infância e políticas sociais.
Também presidiu, na Câmara Federal, a comissão responsável pela aprovação do Marco Legal da Primeira Infância.
Acordos políticos
A presença de nomes como Belinati e Cida Borghetti demonstra que a federação possui alternativas competitivas para uma eventual candidatura própria. No entanto, Ricardo Barros ressaltou que qualquer definição dependerá das conversas partidárias, da construção de alianças e da evolução do cenário político nos próximos meses, inclusive se haverá apoio a algum candidato da base do governador Ratinho Junior.
Estrategista
Com uma das maiores bancadas e estruturas partidárias do país, a Federação PP-União Brasil é vista como peça estratégica para a formação das alianças que disputarão o comando do Estado. A expectativa é que a decisão sobre o caminho a ser seguido ocorra apenas após o amadurecimento das negociações políticas e da consolidação dos principais projetos para 2026.
Enquanto isso, os movimentos de bastidores se intensificam e a sucessão estadual começa a desenhar um cenário que promete ser um dos mais disputados da história recente da política paranaense.


