O delegado chefe da 7ª Subdivisão Policial (SDP) de Umuarama, detalhou hoje (30) as circunstâncias do incêndio criminoso que destruiu uma residência em Umuarama e terminou com a morte de um cachorro filhote. Durante entrevista coletiva, Izaías Cordeiro de Lima, destacou a crueldade atribuída ao autor do crime.
Segundo a investigação, o suspeito foi até a residência horas antes de retornar ao imóvel, por volta das 23h59, quando teria iniciado deliberadamente o incêndio. Antes das chamas tomarem conta da casa, ele teria agredido o cachorro que estava na casa e quebrado as patas do animal, impedindo que pudesse fugir.
O filhote acabou morrendo carbonizado durante o incêndio. Para a Polícia Civil, a forma como o animal foi deixado na residência reforça a gravidade dos maus-tratos investigados. A motivação do crime ainda é apurada, mas uma das linhas consideradas envolve uma possível rivalidade ou até mesmo vingança.
Lima explica como a Polícia Civil chegou à dinâmica do crime e o que já foi possível estabelecer sobre a ação do investigado.
Motivação não está clara
Apesar da prisão preventiva do principal suspeito, a Polícia Civil ainda trabalha para esclarecer o que teria levado o homem a incendiar a residência. O delegado-chefe da 7ª SDP, Izaías Cordeiro de Lima, salienta que a investigação permanece em andamento e que novas diligências estão sendo realizadas para reconstruir toda a sequência dos acontecimentos.
O acusado ainda não foi interrogado formalmente sobre o incêndio. Ele já estava preso na delegacia por força de outra ocorrência relacionada à violência doméstica quando a Justiça autorizou a prisão preventiva pelo novo fato.
Por isso, segundo o delegado, neste momento a Polícia Civil ainda não pode afirmar qual foi a motivação do crime nem apontar definitivamente as circunstâncias que levaram o investigado a agir. A expectativa é de que o avanço das diligências permita esclarecer essas questões.
Na entrevista, Izaías Cordeiro de Lima fala sobre os próximos passos da investigação e explica por que a motivação ainda permanece sob apuração.
Cruzamento de informações
A investigação do incêndio criminoso mobiliza diferentes setores da Delegacia de Polícia de Umuarama. De acordo com o delegado-chefe da 7ª SDP, as equipes trabalham de forma integrada, reunindo informações obtidas durante as diligências para tentar montar o quebra-cabeça do crime.
O trabalho envolve o cruzamento de dados, depoimentos, elementos coletados durante a investigação e outras informações que possam ajudar a esclarecer tanto a participação dos envolvidos quanto a possível motivação.
A estratégia, segundo a Polícia Civil, é analisar os elementos de forma conjunta antes de chegar a conclusões definitivas. O objetivo é identificar todas as circunstâncias relacionadas ao incêndio e responsabilizar os envolvidos.
Durante a entrevista coletiva, o delegado Izaías Cordeiro de Lima detalha como diferentes departamentos da Polícia Civil estão contribuindo para o avanço da investigação.
Dinâmica do crime
Além de reconstruir a dinâmica do incêndio, a Polícia Civil também conseguiu avançar na identificação do material utilizado para provocar as chamas. Durante a investigação, os policiais analisaram os vestígios encontrados na residência e outros elementos que permitiram concluir que o fogo não teve origem acidental.
A destruição do imóvel e os indícios encontrados no local foram fundamentais para direcionar a investigação para a hipótese de incêndio criminoso. A partir do cruzamento das informações e dos elementos reunidos, a Polícia Civil conseguiu chegar ao principal suspeito, que teve a prisão preventiva decretada pela Justiça.
Apesar do avanço, o caso ainda não está completamente esclarecido. Segundo a investigação, um segundo homem teria participado da ação e segue sendo procurado. Até o momento, esse possível comparsa ainda não foi identificado.
Na sonora, o delegado-chefe Izaías Cordeiro de Lima explica que tipo de combustível teria sido utilizado, quais elementos levaram os investigadores a concluir que o incêndio foi provocado intencionalmente e fala sobre as buscas pelo segundo envolvido.
Raiva
O delegado salienta ainda que o crime foi praticado, aparentemente, com muita raiva pelo acusado, que feriu gravemente um cão filhote da vítima e ateou fogo na casa, sabendo que o animal não conseguiria escapar das chamas.


