A primeira mobilização digital da campanha de Sergio Moro (PL) ao Governo do Paraná, realizada na noite deste domingo (16), naufragou na audiência. Ao lado dos candidatos ao Senado Deltan Dallagnol (Novo) e Filipe Barros (PL), o ex-juiz e senador não conseguiu reunir sequer 400 espectadores simultâneos — e, passada duas horas de transmissão, 3 mil pessoas haviam assistido a qualquer trecho do vídeo.

E poucos, aliás, saberiam dizer o que os candidatos propõem para o Paraná: o tema mal apareceu. Eles concentraram ataques a Lula, ao PT e a falar genericamente sobre combate à corrupção. O trio preferiu discutir política nacional — o escândalo do INSS, denúncias envolvendo o filho e um assessor do presidente Lula, e polêmicas em torno de ministros do Supremo Tribunal Federal — a apresentar qualquer projeto para o Estado que pretendem governar.
Além da audiência minguada, a live também reciclou o mesmo discurso que os três vêm repetindo desde a pré-campanha, sem nenhuma novidade. Moro optou por repetir o cardápio de sempre da conjuntura nacional em vez de detalhar um projeto de governo para o Paraná.
Quando tratou do Estado, foi de forma apressada. Um dos raros exemplos concretos foi a promessa de construir uma penitenciária de segurança máxima no Paraná — sem indicar onde, em quanto tempo ou com que capacidade. Esse detalhamento, aliás, também não consta em seu plano de governo.
O fiasco chama atenção justamente pelo momento escolhido. O evento ocorreu no primeiro dia oficial da campanha eleitoral e havia sido anunciado pelos próprios candidatos como um dos primeiros grandes atos de mobilização conjunta da chapa.


