O candidato a vice-governador, Rafael Greca (MDB), defendeu nesta sexta-feira (18) a implantação de novos Ceasas (Centrais de Abastecimento) no Paraná ao longo dos próximos anos. A proposta foi apresentada durante jantar em comemoração aos 30 anos do Sindicato dos Permissionários das Centrais de Abastecimento de Alimentos (Sindaruc).
Ela está associada à ampliação da estrutura de abastecimento e ao fortalecimento da produção, da comercialização e da economia paranaense. As atuais unidades da Ceasa contam com cerca de 700 empresas instaladas e 5 mil produtores que comercializam frutas, verduras, legumes, plantas e uma série de produtos. Oito mil toneladas de alimentos passam por dia nas unidades para serem comercializados por supermercados, casas de frutas, mercearias, feiras e outros comércios.
Greca destacou a rotina de produtores, permissionários, comerciantes, carregadores e demais profissionais ligados às centrais e disse que o Paraná inteiro tem respeito aos trabalhadores. “Vocês são nosso orgulho. Vocês acordam antes da aurora. As estrelas do céu têm inveja de como vocês trabalham”, afirmou. “Há uma consciência de orgulho pelo Ceasa que temos e pelo muito que ainda podemos fazer”.
Ele também citou entre os bons exemplos o Banco de Alimentos Comida Boa, um programa modelo do Paraná já reconhecido pelo governo federal como exemplo de combate ao desperdício. Ele recolhe alimentos próprios para consumo que perderam valor comercial no atacado para entregar a famílias em situação de vulnerabilidade e entidades sociais. Anualmente, 5,3 mil toneladas de alimentos são reaproveitadas nas cinco unidades do Paraná.
Energia
Greca também relacionou o desenvolvimento econômico ao aproveitamento de resíduos orgânicos. No discurso, destacou a possibilidade de transformar matéria orgânica do Oeste do Paraná em energia por meio de usinas de biogás. “Minha cabeça ferve pensando no que dá para fazer com toda a matéria orgânica do Oeste do Paraná, fazendo usinas de biogás”, disse.
O Paraná desponta como um dos líderes nacionais em biogás, impulsionado fortemente pelo agronegócio (como a suinocultura e a indústria de alimentos) e por políticas estaduais de incentivo à transição energética. O Estado conta atualmente com mais de 500 plantas de biogás em operação. Embora São Paulo lidere em volume total, o Paraná possui a maior concentração de unidades produtoras descentralizadas baseadas na agropecuária.


