Uma grande ofensiva contra o tráfico de cocaína tomou as ruas de Umuarama na manhã de hoje (quarta-feira, 7). A Polícia Civil do Paraná (PCPR) deflagrou a Operação Beverly Hills, que mira uma organização criminosa suspeita de movimentar volumes expressivos da droga no município e manter uma estrutura organizada para fazer o entorpecente chegar aos usuários.
A operação é coordenada pelo Setor de Narcóticos e pelo Grupo de Diligências Especiais (GDE) da 7ª Subdivisão Policial de Umuarama, em integração com a Força Nacional. No centro da investigação está uma personagem que chama a atenção: uma influenciadora digital apontada pela polícia como suposta líder do grupo.
Segundo a PCPR, as investigações revelaram indícios de uma verdadeira engrenagem do tráfico, com divisão de tarefas e pessoas responsáveis por diferentes etapas do esquema. A estrutura envolveria armazenamento, fracionamento e distribuição da cocaína, além do atendimento de usuários, realização das entregas, cobrança e movimentação do dinheiro obtido com a atividade ilícita.
Ao todo, a Justiça autorizou o cumprimento de seis mandados de prisão preventiva e nove mandados de busca e apreensão, todos em Umuarama. As equipes procuram drogas, dinheiro, documentos, celulares, computadores e outros elementos que possam revelar a dimensão da suposta organização e a participação de cada investigado.
A ofensiva também atingiu o patrimônio. A Justiça determinou o bloqueio de até R$ 1,8 milhão em ativos financeiros, além do sequestro e indisponibilidade de veículos e imóveis vinculados aos principais investigados.
A medida busca seguir um dos rastros considerados fundamentais em investigações dessa natureza: o dinheiro. A polícia pretende descobrir como os recursos supostamente provenientes da venda de cocaína circulavam e se mecanismos teriam sido utilizados para ocultar ou dissimular sua origem.
A investigação apura, em tese, os crimes de tráfico de drogas, associação para o tráfico, organização criminosa e lavagem de dinheiro.
O nome Beverly Hills contrasta com a realidade encontrada pela investigação. Por trás da imagem pública e da exposição nas redes sociais, a polícia suspeita da existência de uma estrutura clandestina que teria transformado cocaína em dinheiro e patrimônio.
As diligências continuam ao longo desta quarta-feira. O material apreendido será analisado e poderá revelar novos envolvidos, movimentações financeiras e conexões da suposta organização.

Os mandados e as prisões preventivas são medidas cautelares e não representam condenação. As responsabilidades individuais ainda serão apuradas durante a investigação e eventual processo judicial.





