O assassinato de Valdinei Pereira do Nascimento, conhecido como “Piratinha”, volta ao centro das atenções judiciais em Umuarama. O caso, registrado em setembro de 2019 no Parque das Jabuticabeiras, tem julgamento previsto para amanhã (sexta-feira, 23), quando o Tribunal do Júri deverá analisar a responsabilidade criminal dos acusados, conforme a denúncia apresentada pelo Ministério Público do Paraná.
A vítima foi morta na noite de 3 de setembro, na Rua Jasmim e, de acordo com a versão apresentada pela acusação, Valdinei teria sido perseguido por ocupantes de um Volkswagen Parati branco e atingido por vários tiros enquanto tentava escapar a pé. Os ferimentos provocados pelos disparos, conforme a denúncia, foram responsáveis pela morte.
O Ministério Público sustenta que o homicídio teria sido planejado e executado com a participação de três denunciados, aos quais atribui funções diferentes na ação. Andrey de Lira Biazon teria fornecido a arma usada no crime; Paulo Neves de Brito teria conduzido o veículo; e Fernando José Novaes, conhecido como “João Louco”, seria o responsável pelos disparos.

Origem do crime
A acusação também aponta uma possível motivação ligada a vingança. Conforme o documento protocolado em dezembro de 2019 na 1ª Vara Criminal da Comarca de Umuarama, dois dos denunciados teriam se envolvido anteriormente em um desentendimento com Valdinei, após intervirem em uma briga entre ele e a esposa. Essa circunstância é apresentada pelo Ministério Público como possível origem do crime.
As alegações fazem parte da denúncia e ainda devem ser examinadas no julgamento, com respeito ao contraditório e à ampla defesa. A atribuição de condutas aos acusados não equivale, por si só, a uma condenação definitiva.
Provas reunidas
A investigação policial também resultou na Operação Poinê, deflagrada pela Polícia Civil em outubro do mesmo ano da execução. A ação teve como objetivo avançar na apuração do homicídio, reunir elementos de prova e cumprir determinações judiciais relacionadas ao caso.

Durante a operação, os investigadores apreenderam uma arma apontada como possível instrumento utilizado no assassinato, além de celulares, drogas e dinheiro. A ação também terminou com prisões, segundo as informações divulgadas sobre a investigação.
O trabalho policial buscou esclarecer a dinâmica do crime e identificar a participação atribuída a cada investigado. Agora, com a sessão do Tribunal do Júri prevista, a discussão passa à esfera judicial, na qual as provas reunidas e os argumentos das partes deverão ser avaliados.

Nos julgamentos de crimes dolosos contra a vida, cabe ao conselho de sentença decidir sobre a responsabilidade dos réus submetidos ao Tribunal do Júri. A sessão representa uma etapa decisiva para o andamento do processo, mas o resultado dependerá da análise judicial.
O caso de Valdinei permanece marcado pela violência descrita na denúncia e pela investigação que se seguiu ao assassinato. Os jurados deverão examinar os elementos apresentados no processo para decidir sobre as acusações formuladas pelo Ministério Público.


